quinta-feira, 8 de maio de 2008

Saudações tricolores

Nenhum torcedor do Fluminense, Vasco ou Botafogo pode deixar de ter uma ponta de satisfação quando o Flamengo apronta um vexame. É de dar pena!
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Na vitrolinha, Avishai Cohen Trio, Gently Disturbed, recomendação triplo A.
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Por falar na vitrolinha, esqueci de comentar que no último final de semana, tirei o pó da pick up, só pra ouvir Às próprias custas, Itamar Assumpção. Trata-se do melhor disco ao vivo que saiu por aqui nos anos 80. Mais precisamente, em 15 de novembro de 1982, na Sala Guiomar Novaes em São Paulo. Itamar em plena forma, desconstruindo Geraldo Pereira, Wally Saylormoon, Luis Melodia, Adoniram e muito dele mesmo. Itamar, além de brilhante compositor, era um intérprete finíssimo. Aqui no CCBB, numa das suas raras apresentações no Rio, perto de morrer, pude ver Itamar trucidar Boa Noite, Djavan, transformando uma música relativamente banal num clássico.A Gravadora Baratos Afins cometeu o mais grave dos seus erros ao remasterizar o vinil para cd. Ficou horrível. Vozes abafadas, tudo de ruim.
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Aquele foi um mês inesquecível no CCBB, com a boa música de São Paulo. Wisnick, Tatit, Ná, Premê, Arrigo, só faltou Eduardo Gudin.
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Nunca ter visto uma apresentação do Eduardo Gudin, um compositor que admiro muito, me deixa deprimido. Não me lembro de ver anunciada qualquer apresentação dele aqui no Rio.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Paulo Polzonoff Jr

"Sim, meus amigos, é fato: existem pessoas com vidas piores do que as nossas. Existe câncer no pâncreas e existe cárcere privado e incesto; existe infanticídio e parricídio e padres que voam em balões; existem jogadores de futebol que pegam travestis na rua e… qual é mesmo a desgraça da vez?

Mas nada disso – nada – diminui, a longo prazo, a dor individual, que pode ser a dor de não encontrar a pessoa certa, de não ser capaz de pagar a prestação da geladeira nas Casas Bahia ou mesmo a dor de escolher o destino das próximas férias (Buenos Aires ou Santiago?).

A dor individual não tem escalas. Até porque, se tivesse, depois de Auschwitz todos nós seríamos indescritivelmente felizes."

Esse pequeno texto é dez. Agradeço mas uma vez à Camila pela indicação. O blog do cara está nos links aqui do lado.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Essas e outras

Na minguada vitória do Fluminense contra o Atlético de Medelim, só se salvaram Conca e Roger, que fez o gol. É muito pouco para um time que quer chegar ao Japão. Renato Gaúcho continua fazendo tudo o que pode para piorar o time. Justo na hora em que parecia acertar, colocou Maurício no lugar do Thiago Neves.
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A oferta de hospitais na Cidade do Rio de Janeiro continua uma lástima. Hoje, eu e minha fiel escudeira, Renata (nesse caso houve uma inversão quixotesca da história) fomos visitar um CTI em construção. Garantindo vaga pra junho!
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Chegou a playboy da Juliana do BBB. Nada de novo. É uma linda mulher. Mas a crua nudez, trabalhada com o auxílio do fotoshop, parece não agradar a mais ninguém (ou será que sou eu que envelheço agudamente?) . A verdade, meus amigos, é que a mulher vestida tem me chamado muito mais a atenção (pra ficar dentro do politicamente correto) do que a mulher nua. A mulher vestida é um mistério inviolável.
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Almocei hoje no Fredo, um barzinho muito simpático aqui de Niterói. Ótimos bifes. Recomendação para quem passa aqui pelo centro na hora do almoço.
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Quem não sai do meu Ipod essa semana é Ledo Urrutia e Julio Cobelli, Montevitango. Não conhece??? Lamento, você está perdendo! Vai uma palinha aí? Afina com Gardel tu sintonia.
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Eu não gosto dos dias que eu fico fora da minha base. Hoje com duas reuniões externas, não foi diferente. Meu humor azedou de manhã.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O dia caiu sobre a cidade.

As filas quilométricas da Cantareira denunciam uma segunda feira tumultuada.
Acordei tarde, meu biodespertador não funcionou direito.
Lavar o rosto, tomar o remédio, verificar se o celular está na mochila.
Segunda-feira é o cão!
Meu Ipod não coopera. Passo. Passo mais uma. Quando chegar esse fim de Sol, a canção delirante de Caymmi (Sargaço Mar) no disco novo da Adriana Calcanhoto. Não gostei com Adriana. Melhor com Dori e muito melhor numa versão do Paulo Moura no disco Paulo Moura e Ociladocê interpretam Dorival Caymmi (procurei o intérprete, mas não há a informação no disco).
Chego atrasado pra receber um pessoal que está trabalhando com radioterapia cirúrgica aqui no Rio. Mais incorporação tecnológica. Aprendo um pouco. Anoto. Parece uma turma boa.
Vivo atormentado pela sensação de só escrever palavras inúteis. Lampejos de nadas.
Na hora do almoço, passei no Cláudio, meu fornecedor de cds. Ele me apresentou Mulheres de Holanda (parece mais um Quarteto em Cy interpreta Chico) e o cd/dvd da Rio Jazz Orquestra. Compro, não discuto.
De tarde encontrei Longarino, que estava em Buenos Aires e trouxe uns alfajores para nós. Apago todos os incêndios habituais da segunda feira e volto pra casa, encontrando nova fila quilométrica na Cantareira.

Em 1979, atravessei a Baía da Guanabara pela primeira vez sozinho de noite: fui assistir Gonzaguinha no seis e meia do Teatro João Caetano. O título desse post foi tirado de uma canção dele: Dias de Santos e Silva. O cd de Daniel Gonzaga interpretando Gonzaguinha é corretíssimo. Deviam dar mais chances pro rapaz.

domingo, 4 de maio de 2008

Mais seis ou treze coisas sobre o fim de semana.

Renata, desliguei a TV quando o Flamengo fez 3 a 1. Homenagem póstuma ao seu Botafogo. Só vi o segundo tempo do jogo. O Flamengo mandou.
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Ontem, tomei a dianteira firme na decisão de passar o sábado de noite e o domingo de dia arrumando a cdteca. Fui almoçar hoje às quatro e meia. Moído. Pedi uma H2O maçã. Horrível!
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Já estava com medo de ter disco repetido, mas só uma antologia do Lou Reed. Sometimes I feel so happy.
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Entre o A e o L ficou tudo muito bem arrumado. O resto, mais ou menos.
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Durante a arrumação, botei o Ipod no aleatório e depois de muitas boas canções, me veio o Forró Z de Maciel Melo. Antológico forró, quase chorei.
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Por falar em Ipod, não me canso de ouvir Três, do novo cd Adriana Calcanhoto. Poemaço de Antônio Cícero esquecido no último disco da Marima.
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S. , quem disse que a exposição de Miracema não me lembra você? Eu me lembro muito bem das noites frias em Miracema. Isso dava uma outra história longa, né?
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Vi três filmes nesse fim de semana: Conduta de risco, Valente e O reino. Gostei muito de Conduta de risco. Um thriller provocativo, mostrando a podridão da malha judicial. Valente é um drama com Jodie Foster e Naveen Andrews, o Sayid de Lost. Além da curiosidade de ver o Sayid atuando em outra atraçao, o filme é bem bonzinho. O reino, sobre o conflito Arábia - EUA, achei o pior dos três.

sábado, 3 de maio de 2008

Participar da exposição agropecuária de Miracema é...


a) Um ato de amor e atenção com meus filhos. Não fosse por isso, eu jamais retornaria àquele poeirão.
b) Levar Chicó no parque e andar de bate bate com ele. Foto embaçada da Laura denuncia meu entusiasmo!
c) Se encher de carne vermelha na Barraca do Bode.
d) Conversar com Mário e Marila sem escutar o que eles dizem porque o som do palco alternativo (!!!!) não deixa.
e) Ver Laura maravilhosa andando pelo parque e lembrar do tempo em que eu gostava de andar pelo parque.
f) Aproveitar um pouco mais do resto de meninice da Luisa.
g) Rever um grande amor antigo e secreto e perceber que continua linda e intocável.
h) Comer uma dúzia de palha italiana da Barraca da APAE.
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Todas as histórias que eu tenho pra contar dali dariam um blog só pra elas.
Da noite que eu virei conversando com uma menina que nunca mais vi, mas ficou. Era gordinha, gordinha, mas tinha uma conversa que fazia viajar longe.
Das primeiras namoradas. E daí os primeiros beijos, os primeiros etcs.
Da Casa da minha Vó, onde estrategicamente nos hospedávamos. Eu, Alexandre, Rodrigo Siri, João Trombada, Zé Antônio, Mineiro e tantos outros .
De terminarmos a noite na Boite da Piscina, absolutamente bêbados.
Das fugas pra roça no meio da noite no fusca velho.
Do frio doído que fazia na cidade naquela época.
Da Rosa de Prata misturada com sukita e um litro por noite.
De tudo que jamais volta, mas que ficou em pedaços vivos dentro de mim.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Redescobrir

Pensei em deixar esse blog de lado por uns dias. Aqui em Miracema há outras ocupações, mas a verdade é que sinto falta de conversar com ele. É bom conversar com quem não ouve, não rebate, não complica. A vida já anda bastante complicada. Deixo de procurar grandes amigos por conta de não desapontá-los com minha falta de assunto.
Ando lendo muito, ouvindo muito, mas tenho pouco para falar. Tenho sido observador mais do que manifestante, estudante mais do que professor. Um velho amigo meu, suicida por convicção, dizia-me que um dia eu iria aprender que a discrição é um forma de sutileza. Acho que aprendo um pouco mais sobre o tema a cada dia.
A verdade é que as coisas que me emocionam são muito particulares.
Por exemplo, uma carta que recebi semana passada de uma amiga distante. Há centenas de quilômetros daqui, deu pra sentir que todos esses anos de ausência e todos esses quilômetros de distância são poucos para causar um afastamento que não me permitisse reconhecer cada palavra de consideração, cada frase de afeto. Pois eu não consegui respondê-la com o mesmo capricho com que me escreveu. Revendo minha resposta, fico desapontado mesmo, há pouca vida naquilo que escrevi.
Queria poder rebobinar a fita e consertar, não um arrependimento, mas uma sutileza qualquer que tivesse ficado mal resolvida.
Desconstruir até ficar resolvido.

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...