segunda-feira, 6 de outubro de 2008

As cem canções da Bravo 3

Começo a achar essa lista mal feita toda vez que a repasso. Esqueceram Edu Lobo e Jacob do Bandolim. Pera lá!!! Os dois são ícones em seus estilos! Faltou de Edu, pelo menos o Canto triste (14) e a Valsa Brasileira (com Chico) (15). E de Jacob, só pra não engordar muito a minha lista, vou de Santa Morena (16).
Também faltaram Sueli Costa e Joyce. Da primeira, escolheria Segue o teu destino ou a arte de se musicar uma poesia que parece ter sido feito para a música (com Fernando Pessoa) (17). Da segunda, não pode faltar Outras Mulheres (18), preferencialmente com Simone Guimarães.
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O Rio amanheceu com a maior oportunidade de recuperar sua dignidade dos últimos anos: Fernando Gabeira!! Tô quase transferindo meu voto só pra engrossar esse cordão.

domingo, 5 de outubro de 2008

Quatro dias no Chile



Cheguei chumbregado e torto, mas com vontade de escrever e resumir esses quatro dias. Ia fazer um compêndio de como se ir ao Chile e ser feliz, mas vai um resumo mesmo.
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O Hotel Marriot, como já disse, é um triplo A. Minha percepção não ficou desapontada. Mas quase perdeu ponto nos itens banheiro e comida.
O sanitário é um chalezinho a parte do banheiro e não tem bidê nem chuveirinho.
A comida só deixou a desejar no dia do evento. Uma penosa duríssima e pálida, não deu prá descer não. Para quem quer saber do custo, a diária que ficou por minha conta (fui um dia antes do evento) foi de 170 dólares.
Um dos destaques do Hotel é o café da manhã estilo Club Med. Pode se almoçar no café da manhã.
E uma frutinha chamada tuna, uma mistura de kiwi com goiaba, dos deuses.
.............................................................................Aproveitei a sexta feira para conhecer Santiago. E aí com o tempo espremido escolhi três lugares a partir de uma matéria do Estadão, que depois foram ratificados pelo Professor Schott. Primeiro, fui ao Cerro de San Cristobal, um parque ecológico de onde se pode ver Santiago plena lá de cima. É mais ou menos como olhar o Rio do Corcovado.
Depois fui ao mercado central e experimentei uma iguaria chilena: a centolla. A centolla é uma espécie de lagosta que tem 90% de carne e 10% de osso. Uma maravilha pra se desfrutar com um bom vinho (comi com coca mesmo, evitei beber no Chile).
Não é exagero dizer que o centro de Santiago é igual ao centro de São Paulo. Prédios antigos, lojas espalhadas, mas cadê os velhos sebos do centro de São Paulo???????? Não achei nenhum!
Finalmente, visitei o centro cultural do Palácio da La Moneda. Duas exposições belíssimas, uma delas sobre a civilização árica. Conheci a Sala Violeta Parra e um pouco da hostória dela. A foto, no Café Torres do Centro Cultural. Estarei feliz??
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Para o consumo, não vale a pena ir o Chile. As coisas lá são mais caras do que aqui. SIC, Santiago é a cidade mais cara da América do Sul. SIC, 50% da produção de vinho chileno vem pra cá. Por isso, não comprei vinhos. São extremamente incômodos para carregar e metade deles está aqui. Comprei uns poucos discos, há defeitos na oferta e no preço. Só música chilena ou enlatada dos Estados Unidos. Queria Marta Gomez (Colômbia ) e Simón Diáz (Venezuela), nem sabem quem são.
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O evento foi muito bom. Deu pra tirar das palestras as conclusões de que precisamos a curto prazo, rankear e classificar as nossas UTIs, atualmente sem qualquer avaliação. E que, medidas simples e de baixo custo, tais como elevar a cabeceira da cama, prevenir a trombose venosa profunda e a formação de úlcera de decúbito, ter um corpo clínico especializado com visão generalista e fazer antimicrobiano precocemente funcionam melhor do que a alta tecnologia.
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Ontem no fechamento do evento, nos levaram ao Restaurante Coco Loco, recomendação 2,5 A. O pessoal tomou uma dose do Pisko, cachaça chilena feita a base de uva Por mim, passou bem longe. Mas a salada de centolla de entrada e o filé muito bem apimentado estavam muito bons.

sábado, 4 de outubro de 2008

Hola!

Finalmente um cyber café no Chile!
Depois de todas as humilhações que passei no vôo e no aeroporto, tomei a seguinte diretriz: eles que me traduzam!
De lá pra cá tenho falado meu portunhol arrastado e todo Mundo acaba me entendendo.
Amanhã eu chego e comento.
Que falta me faz esse blog!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Saudade dos aviões da Panair

Estou em Santiago e, salvo melhor juizo, só vai dar pra escrever hoje. Retorno domingo. Vim a convite de uma empresa de auditoria médica para um congresso de auditoria de alto custo em medicina intensiva.
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Ainda peguei um tempo da Varig, quando a Varig era a VARIG. Aeromoças gentis, comissários de bordo idem, comida de otima qualidade e atendimento idem. A TAM procura sem muito sucesso seguir a mesma linha. Senti tudo isso ao contrário hoje ao viajar pela LAN. Atendimento impessoal, uma gente meio esquisita que nao fala português num vôo Rio-Sao Paulo-Santiago (???). Quase fiz xixi no comissário que nao me deixava entrar no banheiro em hipótese alguma. E quatro longas horas de vôo. Uma tv mínima de 7 polegadas na minha frente deu-me dor de cabeca.
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Cheguei avoado e estrangeiro. O policial da Aduana me perguntou Que vuelo?? e eu boiei literalmente. Quase que volto pro Brasil só porque nao sabia o número do vuelo.
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O Hotel Marriot é um triplo A de cara. mas nada que nao me deixe com saudades do velho pardieiro no Ingá, de ter deixado de ir pra Miracema, de ter aproveitado tao pouco a vida...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

As cem canções da Bravo 2

Catavento e girassol, Guinga e Aldir (9) não pode faltar em nenhuma lista de 10 melhores, que dirá de 100. E não é que a Bravo esqueceu!!!
Beijo partido (10) e Bons amigos (com Ronaldo Bastos) (11) de Toninho Horta também entrariam na minha lista. Mas têm que ser cantadas pela Nana.
Também Dori ficou fora. Desenredo (com Paulo César Pinheiro) (12) só pra citar uma.
Vou ficando por aqui nos esquecimentos para não ficar enfadonho.
Vamos aos excessos.
Você não soube me amar de Evandro Mesquita e mais três ou quatro, convenhamos, pode ser no máximo arremedo da geração de 80, mas figurar entre as 100 músicas essenciais da MPB é exagero. Por aí passa também o Descobridor dos sete mares, que no máximo serve pra gente lembrar do Tim Maia.
Óculos (Herbert Vianna) e Exagerado (Cazuza e Ezequiel Neves) são boas músicas, mas inclui-las entre as 100 é um desacerto. Pra representar o rock brasileiro dos anos 80, eu escolheria alguma do Renato Russo, possivelmente Acrilic on canvas (13).
Parece que esse seria o critério da revista para colocar Como nossos pais (Belchior) (14) como símbolo dos anos 70. Essa obviamente, só com a Pimentinha.

Nádegas a declarar

Não choro.
Meu segredo é que eu sou um rapaz esforçado.
Fico parado, calado, quieto,
Não corro, não choro, não converso
Massacro meu medo, mascaro minha dor
Já sei sofrer..

Waly Salomão, Mal secreto

Quarta tensa de muito trabalho triscando o dia.
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E aniversário da Cerezinha. Cerezinha tem um crédito eterno comigo de aprendizado e compreensão. Tudo começou com Cerezinha, um motor BMW pra trabalhar nos tempos idos. Hoje Cerezinha luta contra o mal do século: a iatrogenia. Mas ainda guarda em cada olhar aquela menina que não tinha hora nem tempo: estava sempre muito disposta a tudo.
Tenho inveja do Longarino, que trouxe flores pra Cerezinha. Não fosse o providencial pito da minha fiel escudeira Renatinha, nem teria lembrado. Sou uma merda pra lembrar de aniversário. Sei o de Laura, Luisa e Chicó e olhe lá, que às vezes até esses eu esqueço.
Mas muito mais do que lembrar de datas, é sentir satisfação de ver Cerezinha toda quarta trabalhando com a gente. Nunca tive dúvidas de que Cerezinha voltaria. Voltando, intuí que seria a mesma de sempre. Não estava errado! Aprendizado nunca se joga fora. E Cerezinha sabe pra distribuir e não acabar nunca!





As cem canções da Bravo 1

A revista Bravo editou no ano passado uma especial com Cem canções essenciais da MPB. Já comentei aqui do meu avesso às listas, mas essa merece comentário , por se tratar de uma lista que foge aos padrões normais de alocar apenas nossos compositores clássicos. Há ali merecidas menções ao samba, ao maxixe, à velha guarda em geral, à música do recôncavo baiano, à lira paulistana, só pra citar alguns exemplos corajosos.

Não encontrei referências a quem elaborou a lista, apenas um prefácio de Almir de Freitas, editor da revista. Acho um erro grave. Marca não escolhe! Mas enfim, continuo achando uma boa lista. A medida que vou comentando, vou fazendo a minha própria. Tenho achado esse blog um confessionário arrastado e cansativo. Assim, posso dar alguma informação do meu (pobre) espírito crítico aos meus 4 leitores e matar essa insônia recorrente.

Comento primeiro dos erros e esquecimentos da lista. O primeiro grande injustiçado, a meu ver, foi Ivan Lins. Nenhuma música foi lembrada. Como assim? Ivan é compositor consagrado inclusive no cenário internacional e não pode faltar em nenhuma lista de melhores canções que se preze. Eu incluiria Somos todos iguais nessa noite (com Vítor Martins) (1) e Instante eterno ( com Moacir Luz e Aldir Blanc) (2). Passaram raspando na minha lista, Mãos de afeto e Mudança dos ventos.

O segundo foi Paulo César Pinheiro. Um dos 3 ou 4 maiores letristas vivos da música brasileira, não mandou nenhuma pra Bravo. Eu diria O samba é meu dom (com Wilson das Neves) (4) e Senhorinha (com Guinga) (5). Pelo meu gosto, iriam mais umas dez canções (como deixar, por exemplo, Matita Perê para trás, ou Mordaça (?)), mas aí ia engordar muito essa lista.

Eduardo Gudin e Moacir Luz também foram esquecidos. De Gudin, incluiria Luzes da mesma luz (com Sérgio Natureza) (5) e Ainda mais (com Paulinho da Viola) (6), só pra citar duas. De Moacir, Anjo da velha guarda ( com Aldir Blanc) (7), uma oração que tem que ser rezado diariamente por quem gosta de música brasileira, e Saudades da Guanabara (com Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro) (8). Esses dois são muito ouvidos aqui na minha vitrola. Devo ter cometido alguma injustiça com a Medalha de São Jorge (que faz chorar até um ateu como eu), o Obrigado do Gudin e muitas outras. Continua amanhã ou depois.

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...