terça-feira, 14 de outubro de 2008

As cem canções da Bravo 5

De Tom Jobim, a Bravo escolheu Águas de Março, Chega de saudade, Samba do avião, Garota de Ipanema, Desafinado, Eu te amo, Retrato em branco e preto, Eu sei que vou te amar, Luiza e Insensatez.
De Vinicius de Morais, foram selecionadas pela Bravo, as já citadas Chega de Saudade, Garota de Ipanema e Eu sei que vou te amar, além de Valsinha, Odeon e Minha namorada.
Boa seleção para a dupla, porém acho que a lista pecou um pouco pelo exagero e pela obviedade. É claro que seria possível fazer um compêndio com 100 canções da MPB, só com o repertório do Tom, mas aí seria outra lista.
Na minha memória fóssil, as primeiras canções de Tom que me habitaram foram Eu sei que vou te amar, cantada por Maria Creusa e com Vinicius citando o Soneto de Fidelidade no meio e Águas de março com Elis. Não me lembro de ter ouvido, naquela época, o Sabiá do festival da Record, nem as canções primeiras, principalmente as de Tom com Dolores Duran.
O Retrato em branco e preto, de Tom e Chico, deveria ser atribuido também a João Gilberto, só pela gravação histórica que ele fez no Amoroso. É o clímax da parceria de Tom e Chico.

Pra minha ilha, eu levaria de Tom Jobim, Demais (21), Luiza (22), Falando de amor (23) e Chansong (24). De Vinicius, Medo de Amar (25). De Tom e Vinicius, Eu sei que vou te amar (26). De Tom e Chico, Meninos, eu vi (27) e o Zíngaro (28), com João Gilberto, naturalmente.

Você pode ouvir Demais, na versão abismo de fim de noite de Eduardo Conde e trio, apertando o play aí acima.
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A lista cometeu o impropério de esquecer Djavan e Gonzaguinha. Incluiria Boa Noite (29) do primeiro e Dia de Santos e Silvas (30) do segundo.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Alice e outros


Vi de uma enfiada, os quatro primeiros capítulos de Alice, nova série brasileira da HBO. Gostei do que vi. Mais do que Mandrake e Filhos do Carnaval. Mandrake não chegou nem perto do célebre personagem de Rubem Fonseca e Filhos.., eu vi só um pedaço. A produção brasileira televisiva precisa de alternativas ao padrão global estenuante. Alice é um bom exemplo. E Andréa Horta, além de linda (2,5A) é uma atriz promissora. Boa direção, bom roteiro, imagem impecável, é a história de uma menina do interior que vem pra São Paulo e aí vai crescendo com os bons e os ruins da cidade. Clichê? Um pouco, mas tem suas originalidades.
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Hoje almoçamos numa churrascaria perto da empresa, na Rosário, que está beirando o padrão duplo A em excelência culinária. É pena que o colesterol não permita mais do que uma vez por . mês. Mas hoje teve um motivo especial. Foi a primeira despedida de um colega que está nos deixando. Infelizmente.
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Outra segunda bem resolvida. Vamos andando!

domingo, 12 de outubro de 2008

Dia das crianças


O fim de semana, foi por assim dizer, perfeito em Miracema, não fosse uma piriri herdada da minha pressa de ir embora e passar rapidamente no Alemão e comer um pão com linguiça e queijo. Mas logo o do Alemão??
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Sinal claro de perfeição: Laura o tempo todo conosco. Laura por perto é sinal de que tudo está bem e nada falta.
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Os programas de sempre: pizza no Vitor, bife no BDF, conversa com Alex e Gisele, filme infantil, chocolates, comidinhas da Diô, descompromisso generalizado. Até a TIM web contribuiu, mas só pra olhadas rápidas.
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Voltei de ônibus, porque semana que vem, eu tô de volta. Tem um feriado esquisito sa segunda, acho que é dia do comerciário. Deixei a S10 lá descansando. A viagem vista do ônibus é mais suave.
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Tenho descoberto que cada dia mais que passo com minhas crianças, renovo minhas espectativas com a humanidade. O menino é o pai do homem, não é mesmo?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Paisagem de interior

Acordar às 6 com Luisa do meu lado pelo despertador do celular dela. Preparar seu leite. comprar pão pra ela, tirar o carro da garagem pra levá-la no colégio, mesmo que o colégio seja a cem metros daqui. Êta, cumpadi véi!! Isso é cagado e cuspido, Paisagem de Interior!
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Tomei a dianteira depois de cinco horas aula em pé e dois pés inchados ontem, e vim direto pra Miracema. Cheguei aqui esbodegado, Luisa quis ir comer uma pizza no Vitor e fomos. Ainda pude assistir um duo de violão e flauta de Luisa e Laura tocando Green Day.
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Essas coisas pequenas, somadas aos abraços, à boa conversa de pai e filhas, como me faltam! Estava engasgado há muito tempo sem vir aqui por conta dos compromissos assumidos nos últimos sábados.
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Essa casa é um palacete bem organizado se comparado ao pardieirozinho do Ingá. A cama bem posta, cheirosa, convidando pra deitar e dormir. A cozinha limpa, dá vontade de nem tomar água pra não atrapalhar o ambiente. Tudo aqui é muito leve e aconchegante.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Carlos Paredes em ótima companhia


Fui com Nelinha assistir Carlos Mendes Pereira no CCBB ontem de noite. Carlos é um estudioso de cordas portuguesas, além de exímio tocador de guitarra (portuguesa, de Coimbra) e braguinha. Foi acompanhado por Henrique Cazes (cavaquinho), Luís Barcellos (bandolim), Luis Filipe de Lima (sete cordas) e Beto Cazes (percussão). Quer melhor??
Misturaram choro com fado, Jacob do Bandolim com Carlos Paredes, Língua de Preto com Verdes Anos. Quer melhor??
Jacob bebeu do fado pra chegar ao choro, seu bandolim se assemelhava a uma guitarra portuguesa e seu choro teve influência direta do Tejo. Quando tocaram Vascaíno, cuja abertura lembra um fado corrido, entendemos tudo isso. Quer melhor?
E o Verdes anos de Carlos Paredces, repetido no bis, em começo lento e depois chorado. Fez chorar todo mundo. Quer melhor?
Melhor que tudo isso, só a companhia de Nelinha e um pão com bife num pé sujo do centro no final da festa.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

As cem canções da Bravo 4

Conheci o Carinhoso na novela homônima, na interpretação de Márcio Montarroyos. No tempo em que eu adorava uma novelinha. Não nego, adorava novelinha e pão doce. Hoje só de pão doce. Depois, num arranjo de regional magistralmente interpretado por Elis Regina. Mais depois, no original refinado de Orlando Silva. E aí foram umas dezenas de interpretações das mais variadas. A que mais gosto é recente com a Nana. Nana excluiu aqueles agudos agudizados Vem, vem, vem veeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem! e tornou a letra suave e lírica.
De Pixinguinha, a Bravo escolheu Carinhoso e Rosa.
Adoro Rosa. Inda mais aquele arranjo do Sakamoto, com aquela cuiquinha dolente do Marçal e a voz de Marisa Monte. Já fiz dueto com Cláudia Reis cantando Rosa num karaokê. Um fiasco de fazer vergonha.
Mas enfim, entre Rosa e o Ingênuo, esquecido pela Bravo, escolhi o Ingênuo. E aí de qualquer jeito: com Jacob (clássico, belíssimo), com Baden e Simone (triste), com Jorge Oscar e com tantos outros que ouço e gosto sempre.
Carinhoso(19) e Ingênuo (20) são meus Pixinguinhas na lista.

Recomendatório

Tenho ouvido os novos cds de Lenine (Labiata) e Zeca Baleiro (esqueci). Ambos apontam para a chatice nas primeiras audições. O melhor lançamento que ouvi esses dias é o Álbum Musical 2 de Francis Hime. Uma delícia imperdível! Seleção nada óbvia muito bem arranjada. Com direito a Bibi Ferreira de fazer chorar qualquer pedra!
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Luiz Orlando Carneiro está fazendo 50 anos de Jornal do Brasil. É tão comovente quanto o centenário de Cartola ou Cole Porter, porque se trata de um ícone. É a minha melhor referência de jazz. Depois de Camila, naturalmente.
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Levei o novo de Paul Auster para o Chile (Homem no escuro). Um legítimo Auster. Estou gostando muito, no que pese a minha preguiça de ler nos últimos tempos.

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...