segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Saldos do final de semana

Minha mãe sofreu um acidente e fraturou o rádio. A fratura dispersou meu fim de semana em Miracema. Voltei à Casa de Saúde onde trabalhei uma vida inteira. Nada mudou. Até as enfermeiras continuam lá, mais encarquilhadas, como eu. Madalena, Elzinha, Tunico, são da época que eu dava plantão duas vezes por semana e continuam segurando o bonde do plantão noturno. Até os clientes parecem ser os mesmos que também já passaram por mim. A Casa parece ter estacionado no tempo. Como tudo por aqui.
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Luisa comemorou antecipado seu aniversário do dia 27, promovendo um halloween na casa da mãe dela só para menores. Na sexta de noite fiquei só com Chicó. Cada vez nos entendemos melhor.
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Voltei ontem a tempo de ver um Fluminense apático perder para o Cruzeiro no Mineirão.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O apreço não tem preço


Um bando de amigos trabalhando junto é mais ou menos isso aí. E quando acontece essa raridade de se encontrarem, que seja para uma reunião de trabalho, é muito bom. É gente com a qual eu já me entendo por gestos, nem precisa de palavras. Gente que carrega o Estado com trabalho honesto e talento para lidar com os limites entre a boa prática e a administração de custos.
Olhando com cuidado, é possível observar entre o Ney e eu, o Sylvio Bailarina com uma auréola na cabeça, reclamando: vou mandar chuva pra glosar esse banquete! E não deu outra: choveu a tarde toda!
Comemoramos assim mesmo, com chuva e muitos mini-bifes numa churrascaria da Rua do Rosário!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Tres palabras

Foi um sufoco. O narrador e o comentarista do sportv torciam ardorosamente pelo Figueirense, quase botei no mudo. O campo uma poça, pode ter jogo assim? Chuva torrencial e poça!
Com a devida desculpas aos Vascainos, mas o Fluminense abriu as pernas para o Vasco domingo. Teve trelelê ali! Ora, o Fluminense vem bem, recuperando seu futebol, o Vasco numa água danada. Aí o Fluminense fica completamente perdido em campo pro Vasco ganhar. Os idiotas da objetividade vão dizer: é um clássico e clássico tudo é possível. Tudo bem, mas que aquele jogo foi muito esquisito, lá isso foi.
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Terminei de ver O banquete do amor, com Morgan Freeman fazendo um professor debilitado pela perda do filho. Ótimo, gostei da proposta do filme. Ainda tem quem acredite nas coisas do amor. Faz bem olhar pra trás e ver que a gente também teve daqueles momentos. E mulheres belíssimas em cenas idem.
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Fui a São Paulo hoje, mas é como se não fosse. Não vou mais aos velhos sebos, não sei mais da programação do Satyros, não durmo mais lá. vou, trabalho e volto. Valeu pelo trabalho.
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Tres palabras, o clássico de Osvaldo Farres, recriada por Brad Mehldau, é a Maria Manoela saindo do banheiro de toalha cheirosinha e chamando pra dança.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Daquilo que me orgulha


Laura faz 16 amanhã.

Quando Laura nasceu, percebi que a vida estava me dando um outro sentido, uma nova oportunidade. Eu era um sujeito abençoado pela solitude e pela auto-suficiência, virtude defeituosa que Laura e Luisa herdaram agudamente.

Naquele dia, todas as minhas convicções se fragilizaram e senti que aparecera uma razão maior e diferente para dividir e somar.

Tudo que Laura me deu até hoje foi mais que o dobro do que eu esperava dela. Por menos que eu esperasse, ela sempre me surpreendeu com mais.

Mostrou o amadurecimento de chorar comigo quando eu estive absolutamente só no Mundo. Nu. Só Laura me via e chorava comigo. Laura acreditou comigo em todas as bobagens que eu acreditei. Por amor a mim.

Vi Laura crescer e tomar gosto pela vida. Dos primeiros passos acanhados até a dança que tomou conta de Laura, fui observador privilegiado, pai orgulhoso, amigo, cúmplice, entusiasta, apaixonado.

Todo dia quando acordo é de Laura (+ Luisa e Chicó) que busco luminosidade para sentir prazer em fazer o que faço, ter amigos, tomar banho. São eles que me carregam.

Amanhã eu vou estar em São Paulo, longe de Laura. Mas perto de Laura, aqui dentro, pois a carrego comigo em cada parte de mim.
Justificar

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Gula

21 e 38, vontade de detonar os wafer limão da cozinha.
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Não deixa de ser emocionante, apesar de ser apenas um documentário e não o espetáculo, o dvd do show LOVE, do Cirque du soleil e dos Beatles. Peguei hoje no Cláudio e já cheguei com vontade de ver. É contagiante o carinho com que tratam as canções.
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Cláudia Ohana continua uma bela mulher, mas ainda há excesso de pelos.
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Faço um esforço para terminar meu Paul Auster, Homem no Escuro. O livro é ótimo e eu vou prorrogando leitura. Li hoje o seguinte (do personagem central relatando que depois de muitos anos voltou a fumar por causa da neta) : " O que conta é a companhia, o vínculo conspiratório, a solidariedade do tipo foda-se dos amaldiçoados."
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Hoje levei uma seleção que tinha trazido de Buenos Aires da Sonora Matancera pro Raimundinho lá do Sebo. Ele quase teve um piripaque de emocionado. Raimundinho ainda conserva seus vinis. É bom conversar com pessoas que gostam de boa música. Você se sente menos maluco.
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Quê mais? 21 e 49 e os biscoitos continuam lá, desafiando minha gula insaciável.

domingo, 2 de novembro de 2008

Velhos domingos


Faz muito tempo isso. Eu morava na Rua Do Sapo em Miracema, onde moram minhas filhas até hoje e nunca estava só, como tenho andado ultimamente e hoje. Acompanhávamos Piquet e Senna em todas as corridas. De madrugada era sempre festa lá em casa, um rito que se repetia todo ano enquanto Senna viveu. Muita cerveja e uma conversaria honesta, de bons amigos. Vivíamos muito bem com o pouco que ganhávamos. Eram as corridas e os jogos do Fluminense. Lembro daquele gol de barriga do Renato Gaúcho, devia ter uns dezoito na minha sala, todos flamenguistas, menos eu.

Depois que Senna morreu, abandonei as corridas. Não achei honesto da minha parte continuar acompanhando. Perdeu a graça. Acreditei muito pouco em Felipe Massa pudesse fazer alguma coisa, mas cheguei a acompanhar e até comentei aqui.

Mas hoje, Massa me trouxe de volta a emoção das tardes de domingo em Miracema. Acompanhei de ponta a ponta e não pude evitar uma lagrimazinha na última volta. Belos tempos aqueles, belos tempos. Obrigado, Felipe!

sábado, 1 de novembro de 2008

Sábado útil

Fui a Rio das Ostras apresentar um trabalho para um grupo de atendimento. Já falei aqui, gosto desses grupos. Tenho prazer em lidar com essas pessoas. Pessoas de uma simplicidade espontânea, interessadas em aprender. Acostumadas a lidar com a dureza do atendimento.
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Esse decreto que regulamenta o atendimento telefônico é colírio para meus olhos. Passei uma humilhação com um cartão de crédito que nem vale a menção, que não vou esquecer nunca. Quem sabe agora eles não aprendam a deixar o pobre sujeito trocentas horas na musiquinha como se ele fosse o maior desocupado do Mundo?
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Resolvi voltar hoje mesmo. Aproveitar o domingo pra descansar um pouco. Dormir de preferência.
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Cheguei, liguei a internet e encontrei Luisa e Laura no msn. Meus dois endereços cadastrados online, é muita sorte. E aí conversamos um pouquinho. Que saudade! Rio das Ostras acabou tirando minha ida a Miracema. Mas semana que vem eu tô lá.
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Faz frio em Niterói. O tempo endoidou de vez!

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...