segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ensaio sobre a cegueira

Comecei ontem minha retrospectiva 2008, que são os filmes que não vejo no cinema e agora vão saindo em DVD. Ensaio sobre a cegueira é de uma crueldade terrível para quem quer ver um filme para relaxar. Saí dali querendo lembrar de alguma coisa remota que me aliviasse. Lembrei da Oração de São Francisco. Ateu comovido, percebi que a velha oração já não faz o efeito que fazia. O filme é de um realismo assombroso. Não li o livro, mas acho que ele vai ficar esperando na estante por muito tempo.
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O Lima Score vai funcionar ao lado para os filmes vistos em 2009.
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Mais uma baixa em 2009: Dona Edith do Prato. Os santos estão querendo samba de roda com partido alto no céu. Dona Edith, vai que Xangô te espera!!!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Moro na roça




Passamos uma semana muito tranquila e no final, elas quiseram levar Amanda pra ver Crepúsculo novamente. Pegaram cacoete pelos vampiros. Aproveitei para ver A Outra, um autêntico Clint Eastwood, com direção impecável e Angelina Jolie médio.
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Agora faz calor de janeiro em Niterói e curto sem muito entusiasmo o vazio deixado por elas.
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São duas pessoas muito especiais essas meninas. Apesar de serem absolutamente normais, se destacam por encontrarem felicidade e motivo de rir em qualquer situação que estejam. Pouco exigem, são fáceis de lidar. Têm uma curiosidade imensa por aprender e aprendem rápido.
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E um respeito profundo pelo silêncio que às vezes, compartilhamos. Longos silêncios de mútua compreensão.
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A morte de Xangô da Mangueira azedou um pouco a semana. A imprensa deu o tratamento que costuma dar a alguns dos grandes sambistas brasileiros: ignorou. Não houve partideiro mais elegante do que Xangô. Alguém que, nem em vida, recebeu as flores que merecia.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Gomorra

Gomorra, primeira saida minha ao cinema esse ano (na verdade segunda, a primeira foi Crepúsculo com as meninas), parece mais um documentário do que uma história propriamente. São na verdade, várias pequenas histórias. Quem já estava acostumado com os Corleones e os Sopranos, esqueça. É um filme cru e miserável. Está mais para Cidade de Deus ou Tropa de Elite, filmes, a meu ver, melhores do que o italiano. Devo estar blasfemando depois de tanto prêmio que Gomorra recebeu da crítica européia, mas é só uma opinião.
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Hoje foi o dia do indefectível rodízio de pizza da Parmê. 300.000 calorias!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Contas a pagar

Em janeiro, nem fico me preocupando muito em olhar o saldo bancário. É o mês em que as reservas pedem socorro! É tanto IPTU, IPVA, IR, CRM e outras siglas, que nem dá graça ficar contando. A melhor atitude é pagar e esquecer. Não dá pra ficar lembrando do dinheiro que o governo nos extorque e aplica nessa lama toda.
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Com relação à polêmica envolvendo Caetano Veloso e Alexei Bueno (aqui) sobre os poetas concretistas, estou com Alexei. Nunca achei muita graça no concretismo. Poesia pra mim tem que dar nó.
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A rotina dessa semana continua uma festa, apesar do chuvisqueiro e do frio que entrou sem cerimônia nesse janeiro no Rio e uma gripe incubada que não sara nunca. Hoje fomos almoçar no velho sebo da Rosário. Com Leticia e as meninas. Maurício acabou me convencendo de levar O menino de pijama listrado, John Boyne. Comecei a ler na Cantareira. Depois eu conto.
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Mal começou 2009 e já estou com dois livros inacabados. Fiz uma promessa de não deixar nada meio lido esse ano. Vamos ver.
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Renatinha, volta logo!!! Só tá faltando você aqui.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Da necessidade de nos termos.


Nada melhor do que começar o ano com um imprevisível acontecimento: Laura e Luisa aqui comigo em Niterói. Tudo por causa de um curso de dança que a Laura está fazendo no Rio. Minha rotina fica deliciosamente modificada. Pouco tempo pra desconversaraqui e muito para conversar com elas. Vou pro trabalho com elas, Luisa passa o dia todo comigo (a foto, improvisada do celular, foi tirada hoje de manhã na Cantareira).
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Já fomos ver Crepúsculo, bonzinho o filme. Na verdade, achei uma ótima oportunidade para aproximá-las de Debusy. Adoraram o Clair de Lune! Não dá pra achar nada ruim com essas duas. Temos nos surpreendido rindo a toa, de nada! Ou de uma simples frase solta.
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Estamos imersos na quarta temporada de Lost. Não gostei muito das aparições futuristas, preferia os flash-backs. Está morrendo muita gente também.
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Comecei o ano lendo As Brasas, Sandór Marái. Promete!
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Essas viagens são boas para nos conhecermos melhor. Por isso, não vamos muito a lugares especiais. Preferimos ficar aqui, tentando aprender um com o outro. As duas são absolutamente imprevisíveis. Tem horas, parecem se entender como se fossem as melhores amigas. Noutras estressam. Quase sempre entro no jogo e às vezes acabo me estrepando. Que fazer? É a vida!

O que tocou no reveillon em Odete Lima

Ao Jacob, seus bandolins - o belíssimo show de 2002 foi transformado em DVD pela Biscoito Fino. Entre as atrações, Altamiro Carrilho, Joel Nascimento e Zé da Velha, só pra citar três referências da velha guarda. Todos os movimentos da Suíte Retratos tocados de maneira irretocával. Um luxo só!
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Bethânia e Omara - depois de um cd meio insosso, as duas se lançaram num concerto ao vivo de arrepiar. Não aguentei o 20 años e puxei Laura pra dança.
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Beth Carvalho na Bahia - não sou um grande fã da Beth, mas esse cd gravado em Salvador, com Riachão, Roque Ferreira, e os baianos mais conhecidos, é de muito bom gosto.
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Luiz Melodia, Estação Melodia - em forma, cantando seus sambas e outros clássicos. Muito agradável.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Um ano desconversando

O desconversa acaba de completar um ano de existência e agradece a paciência dos heróicos leitores, que retornam às suas bobagens, apesar de tudo. A idéia nasceu no Festival de Jazz de Ouro Preto de 2007 depois de ter conhecido uma blogueira refinada: Camila.
Camila me estimulou a transportar o texto em que havia comentado o festival para um blog. Levei um tempo para decidir. Hoje vejo o blog como um bom amigo.
O que dá vontade de escrever, escrevo. Depois releio. Conserto. Excluo. Desconverso. E como a memória já vai sendo afetada pela decrepitude, serve para relembrar alguns fatos interessantes, outros importantes.
Não acho que o blog seja um divulgador de conceitos e novas tendências. Antes disso, é pra mim quase um santuário em que pouco me importo com o que escrevo, se tudo isso vai influenciar a ou b. Tinha um Tio que tocava muito mal o violão, apesar de ser um grande ortopedista. Quando perguntei a ele porque tocar, se toca tão mal, ele me respondeu na lata: Toco pra mim.
Acho que o blog é mais ou menos isso: escrevo pra mim.
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Afora isso, consegui conversar pelo blog com muitas pessoas queridas ligadas a mim. E até uma menina que namorei na Escola Médica e não via há muitos anos. O blog permitiu uma atualização permanente de nossas vidas.
E principalmente, as pessoas próximas acabaram conseguindo conversar melhor comigo, porque me conheceram melhor.
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Em 2009, pretendo continuar a velha rotina de escrever bobagens. Que meus fiéis leitores me perdoem. Feliz 2009.

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...