sábado, 7 de maio de 2011

Francisco em crise

Passei o dia hibernando. Na minha caverna, vi o tristíssimo Na natureza selvagem de Sean Penn. Meu coração alertava toda vez que eu pegava nesse filme: - Recuse, Francisco, tum tá, recuse.... Deveria ter recusado novamente hoje, mas não tinha opção depois de ver muitas sessões da segunda temporada de Em Terapia.
Dr Paul me deu outro nó de peito no fim da noite de ontem depois de escrever o textinho aí embaixo. É aquela sessão com Gina, prévia à morte do pai dele. Eu parecia tão ou mais perdido do que o personagem. As sessões de Paul e Gina são antológicas. Vou viver agradecendo a Gabriel Byrne e Diane Wiest, mas ontem doeu.
Enfim, fui salvo por qualquer canção de afeto que pudesse embalar esse sábado vazio e grotesco.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A definições de vírus foram atualizadas

A Academia do Choro acaba de se apresentar no Garage. Fui lá conferir. Hoje foi um dia especialmente razoável, que culminou com a Santa Morena solada pelo Moreira, algumas cervejas e choros depois. Mais uma vez decidi vir na tábua da beirada, querendo ficar e vir ao mesmo tempo ou não querendo ficar nem vir, já nem sei. Liguei pra Diô pra encomendar o almoço na saída de casa e quase religo desencomendando de novo. Acabei vindo e não tenho do que me arrepender. Fora que os caras resolveram reformar a subida da Serra de Teresópolis e leva pelo menos uma hora pra subir. Fora que estou só com meu violão tentando cantar o Pavio da verdade do Ataulfo, mas não sai um dó, a não ser de mim. Fora tudo isso e mais o preço que vou ter que pagar amanhã por ter enchido a cara hoje. Foda-se!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não dá pra ser feliz

Parece que todos nós, torcedores, já sabíamos que ia acontecer. Os primeiros dois minutos de jogo, só serviram para confirmar nossas suspeitas: o Fluminense não jogou nada, não fez sequer uma jogada de perigo, e perdeu com justiça para o limitadíssimo Libertad. O time se acorvardou em campo, Rafael Moura passou a maior parte dos 90 minutos "ajudando" a defesa, Ricardo Berna achou que continuaria fazendo milagres até engolir um frango, o técnico continuava boiando na beira do gramado.
Posso poupar os jogadores e até o Moreira, mas essa diretoria e sua facção política não. Não tiveram a mínima habilidade no trato com Muricy, Emerson e Souza, que fizeram muita falta hoje, se amealharam de conflitos com o patrocinador, instaurando uma guerra política que fez muito mal ao time todo, retardaram demais a contratação de um técnico com Joel livre no mercado. As consequências foram essas: perdemos um Campeonato Carioca besta em que ninguém apresentou futebol de campeão, e ontem perdemos nossas últimas esperanças nesse semestre.
O clube precisa de mudanças, mas essas deveriam começar imediatamente prlo corpo diretivo.

Em algum lugar

Mais um ótimo Sofia Coppola, não tão ótimo como Lost in translation, mas ótimo mesmo assim. A história do astro de cinema Johnny Marco (Stephen Dorff muito bem na fita), perdido no tempo e na vida, nos remete a uma reflexão interessante sobre os sentidos da vida. Como em Pessoa, que dizia que a vida prática é o mais cômodo dos suicídios, o personagem se afunda nesse dilema e parece só dar conta de tudo isso quando se relaciona com a filha. A relação está longe de ser lacrimosa, é antes fria e distante, mas ainda assim é o elo que o personagem encontra para dar algum sentido à sua vida besta. Belo filme, deu vontade de pegar o carro e sair sem rumo, estacionar a beira de qualquer estrada e continuar sem rumo até achar qualquer coisa que valha.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nota de fim de noite

A despedida de Emerson do Fluminense manteve a dúvida sobre sua saída. Segundo ele, faltou respeito. É possível. Certo é que a diretoria do Fluminense em momento algum se preocupou em dar justificativas para o afastamento do jogador e sua consequente saída. Agora estão fritando Souza. Como assim??? Já foram Muricy, Emerson e agora, Souza. Em compensação veio Enderson Moreira, recém demitido do time B do Internacional. O Fluminense merece mais que uma facção B e uma diretoria B. Ainda que seja por respeito à sua torcida. Hoje senti saudade do Horcades. Horcades era antes de tudo, um torcedor como nós todos.

Letras brasileiras

Pois é
Fica o dito e redito por não dito
É difícil dizer que ainda é bonito
Cantar o que me restou de ti

Daí
nosso mais-que-perfeito está desfeito
E o que me parecia tão direito
Caiu desse jeito sem perdão

Então
disfarçar minha dor já não consigo
Dizer que nós somos bons amigos
É muita mentira para mim

E enfim
hoje na solidão ainda custo
A entender como o amor foi tão injusto
pra quem só lhe foi dedicação

Pois é, e então?

Chico e Tom

domingo, 1 de maio de 2011

Ya estoy en la mitad de esta carretera

Um fim de caso, uma dor embolada, duas viagens, um fim de semana curto (para a vida) e longo (para a estrada).
O melhor que me aconteceu foi ter Laura ao meu lado o tempo todo de carona. É sempre uma ótima companhia. E dessa vez, conversamos um pouco mais que pai e filha. Por alguns quilômetros, fomos apenas dois bons amigos. Ótimo pra mim.
Fiz uma seleção de canções pra Laura na volta. Beatles, Peter, Paul & Mary, Mutantes, as coisas que ela aprendeu a gostar de tanto escutar o que pai e mãe escutavam.
Mais uma vez fui salvo pela música, por Laura e pela crença de que ainda pode ter luz mais à frente.
Foi essa explicação que dei à minha filha. Beirando os 50, ainda conservo a premissa de crer que só o que chacoalha por dentro trás felicidade. Depois de tantas encruzilhadas, seria estranho adotar o conformismo e a caminha quente como projeto de vida.
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Tem sido assim no Campeonato Carioca há alguns anos. Nenhum time CONVENCE, mas aí chega um e vence de 1 a 0 aqui, pênalti ali e acaba campeão.

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...