terça-feira, 19 de julho de 2011

Walter White e Larry David estão de volta

Uma ótima notícia pra quem gosta de boas séries. Ontem reuni a turma lá em casa (eu, meus braços, pernas, pensamentos e minha curiosidade de um ano de abstinência) para assistir ao primeiro episódio da quarta temporada de Breaking Bad. Um primor de premiére, com Brian Cranston e todo o elenco rendendo muito, tirando nosso fôlego. Cheguei suar naquele frio niteroiense.
Também já comecei a oitava temporada de Curb, com Larry David impagável como sempre, cada vez mais ranzinza. Dessa vez envolvido com um interminável divórcio pouco amigável.
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A grande novidade desse mês foi a mini-série britânica Injustiça. A série, que foi escrita por Anthony Horowitz e dirigida por Colm Maccarthy, segue um advogado (James Purefoy magistral) descrente de tudo. O cara tem o grave defeito de acreditar piamente nos acusados que defende. A série começa mansa, mas aos poucos vai expondo os dois lados de cada um e se agiganta. A forma com que o autor e o diretor vão manipulando os personagens é asfixiante,

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Paella e livro


Habitualmente , uma vez por ano, num domingo qualquer, Lugarinho se transforma em chef, Renata e Sandra resolvem ir para a cozinha, a turma toda combina um lugar e a gente celebra a amizade que faz parte da nossa rotina diária, mas nunca nos finais de semana. Ontem foi um desses domingos raros na casa de Sandra Carreirinha. Bom feijão, ótima paella e a conversa amiga que sai da nossa sala e ganha o Mundo.
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Já o restante do fim de semana se resumiu a arrumar livros e assistir às vergonhosas derrotas do Fluminense e da Seleção Brasileira. Senti mais a Seleção, porque do Fluminense, já eram favas contadas. Espero que a péssima atuação do time tenha finalmente convencido ao técnico Abel. Porque da diretoria, já não se espera mais nada.
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Também assisti o fraquíssimo London Boulevard, um thriller, não sei bem se um thriller, algo de muito mau gosto. De bonito, só o pitéu Keira Kinightley.

sábado, 16 de julho de 2011

Novos encantos a cada audição


Roubei o título e poderia roubar o texto inteiro da crítica de João Máximo no Globo do novo disco de Chico Buarque, Chico. Em três semanas me aparecem um Wisnik, um Maia e um Chico novos, o tempo anda muito bom para a música.
O que há de mais interessante na crítica é o seguinte: "Quanto mais ouvida, mais encanto se descobre nela (ao contrário das mais antigas, que eram clássicos de amor à primeira audição). Isso talvez justifique que alguns amigos tenham rejeitado a primeira audição e aí vai uma recomendação: ouçam novamente muitas vezes.
Tudo isso pode ser clichê, mas a verdade é que Chico, além de um ótimo disco, não é nem tão difícil assim. Tive mais dificuldade com As cidades, por exemplo.
Ontem me permiti ouvir o disco enquanto trabalhava. Há alguns anos, deixei de trabalhar ouvindo música pra não dividir a atenção. Mas disco novo do Chico é mesmo pra criar exceções. Passei umas três vezes e já deu pra escolher a favorita: Sinhá, de Chico e Joao Bosco voltou muitas vezes ao meu ouvido dividido.
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Laura se foi de férias pra uma semana longe de mim. O apartamento ficou grande e vazio. Já cheguei meio triste ontem de noite. Acordei sem saco pra cumprir as metas que tracei para o sábado: arrumar livros e ver Meia Noite em Paris. O cinemark do Plaza Shopping acabou me fazendo um favor: tirou o filme de cartaz. Restaram-me os livros.
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Ontem vi Corações Perdidos e gostei. Principalmente de ver James Gandolfini atuando de novo. Mas o fime todo, que narra a história de um casal que perde a filha num acidente e se envolve com uma striper que tinha similaridades com a filha, é muito interessante.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tristeza do Zé



Zé Miguel Wisnik / Luiz Tatit

"Té que foi tão bom fugir e te esquecer
Não saber mais nem notícia de você
Com a tristeza consegui me entender
Com a saudade conviver
E com a dor não me doer

Mas aos poucos tive que reconhecer
Que a tristeza não parava de crescer
Tomou conta da cidade e do país
Tudo que é melancolia
Dizem que fui eu que fiz

É só chorar
Em Palmas, Teresina ou Jequié
Já vão avisar
Que a origem é a tristeza lá do Zé

Já não quero nem lembrar que te esqueci
Não sabia que a tristeza era assim
Que ela segue o seu caminho até sem mim
Não tem pouso nem tem fim
Se deixar vai invadir

Evitar de se espalhar bem que tentei
Mas também não é só comigo, eu reparei
A tristeza é todo mundo e é de ninguém
A tristeza ‘tá no fundo
Da tristeza eu sou o rei

Chorar, chorar
No Crato, em Cachoeiro e Macaé
Já vão avisar
Que a origem é a tristeza lá do Zé

Já não quero nem lembrar que te esqueci
Não sabia que a tristeza era assim
Que ela segue o seu caminho até sem mim
Não tem pouso nem tem fim
Se deixar vai invadir

Evitar de se espalhar bem que tentei
Mas também não é só comigo, eu reparei
A tristeza é todo mundo e é de ninguém
A tristeza ‘tá no fundo
Da tristeza eu sou o rei

Então valeu

Brasília, Diamantina e Taubaté
Canção leva eu
Vem nas asas da tristeza quem quiser

Matão, Belém
São Paulo, Maringá, Chuí, Bagé
Canção leva eu
Vem nas asas da tristeza quem quiser
Vem nas asas da tristeza azul do Zé"

terça-feira, 12 de julho de 2011

Um abraço pro Geraldo


A Biscoito Fino tem exercido, nos últimos tempos, o papel de divulgadora da música brasileira de resistência, conceito estabelecido por Mauro Dias e ligado à divulgação da nossa diversidade cultural e das manifestações populares. Esse trabalho, fundamental para quem gosta de boa música, já foi em outra época, assumido pela Velas, pela Kuarup e por outras gravadoras independentes.
Conheci Geraldo Maia por acaso num site de música brasileira, lendo uma resenha do antológico disco Samba de São João, em que o intérprete repassava as canções de grandes compositores pernambucanos. Procurei em todos os sites e lojas existentes de venda de discos e não encontrei nada do Geraldo.
Tive a felicidade de conhecê-lo por telefone e alguns dias depois, receber seus discos, enviados pelo próprio. Cada um melhor que o outro. Já comentei aqui várias vezes e não custa escrever de novo: o Brasil precisa de cantores como Geraldo Maia. É um fino divulgador das nossas raízes musicais.
Fiquei realmente extasiado quando cheguei no Cláudio e encontrei, por acaso de novo, o disco que Geraldo está lançando pela Biscoito: Ladrão de purezas. Arranjos enxutos por um time de bambas que já acompanha Geraldo há tempos, e um tratamento especialíssimo para as canções de Manezinho Araújo.
Recomendo à Biscoito Fino que ouça os outros trabalhos de Geraldo Maia. Eles merecem chegar a muitos ouvidos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Uma ruim. outra boa

Quem gostou do jogo?
1) Os flamenguistas, que mesmo vendo seu time jogar um futebol medíocre, ganhou de um a zero. No final, o que conta mesmo são os três pontos. Se fosse o Fluminense, estaríamos rindo a toa.
2) O técnico Abel Braga, que vê o Fluminense evoluir, mesmo perdendo, a cada jogo. Ora, será que Abel contou a imensidão de passes errados, as perdas imperdíveis, a falta que o Conca faz?
O Fluminense continua sendo um time que pode aspirar, no máximo, a não cair. E vai ter que suar pra isso.
Como sempre acontece quando o Fluminense perde (ainda mais pro Flamengo, ainda mais quando o Flamengo joga bizonhamente como jogou), tenho engulhos depressivos que só melhoram no dia seguinte.
E ontem foi uma tarde/noite daquelas.
Hoje fiz um esforço sobre humano pra ficar na linha. Acho que deu pro gasto.
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Ah, sim! Eu vim pensando na barca em escrever sobre essa bela notícia. Há um fato novo que me liga irremediavelmente à FLIP do ano que vem: o homenageado é Carlos Drummond de Andrade. Nada mais coerente do que a décima FLIP ressuscitar nosso poeta maior.
Agora, vem cá, li também que pode ter a novidade da presença de arquitetos nos debates principais. Como assim???
Não tem jeito, ano que vem eu vou até pra ver tese de doutorado de arquitetura. Com Drummond, eu vou!

sábado, 9 de julho de 2011

A FLIP que não fui, o Allen que não vi

Festa literária para mim foi arrumação de livros para estrear a nova estante em Parada de Deus. Eu e Diô passamos a sexta espanando e pendurando livros novos e antigos. Finalmente os Bolaños se encontraram com os Fonsecas e daí cumprimentaram Conis e Clarices. A casa ganhou uma luz nova.
Tento enumerar as razões pelas quais acabei não indo à FLIP esse ano. Não me agradou a homenagem, não estou num momento favorável, os preços estão um horror, mas nada disso me convence. Adoro Paraty e livro, não há razão palpável que me faça entender ter desistido. Enfim, agora é tarde para rever. Ano que vem eu volto.
Não tenho acompanhado nada da festa. Esse frio em Parada deu uma preguiça danada de cama e cobertor
Tirei da estante um Allen que simplesmente passou. Na época, a crítica detonou, o público virou as costas (eu entre eles) e o filme ficou esquecido. Pois hoje vi e adorei O sonho de Cassandra. Confirmou a tradição de que o pior Allen ainda é um ótimo filme. E Cassandra está longe de ser o pior Alllen.

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...