terça-feira, 30 de setembro de 2008

Obrigado





Tenho uma equipe da qual me orgulho muito de fazer parte, já disse isso muitas vezes e gosto de repetir. Falamos a mesma língua.

Na minha história pregressa, aprendi a lidar com pessoas que só chegavam junto por interesse. Era duro estar só com minhas convicções, por mais óbvia que fossem. E saber-se apoiado, reconhecido e até admirado, mas sempre com uma pontinha de pretensão por parte de quem quer que apoiasse.
Também aprendi a trabalhar sozinho por muito tempo. A bater o corner e correr pra cabecear.

Hoje sei que esses sapos não rondam mais no meu quintal. E tudo vai ficando mais leve. Demonstrações das mais variadas, de afeto e consideração estão sempre me comovendo. Como hoje!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O teste da segunda e Chicó

Logo
logo nós saberemos
se aprendemos aceitar que as estrelas
não se apagam quando morremos.
Abba Kovner.

Passei bem pela segunda mal dormida. O trabalho fluiu e pude concluir os preparativos para a Reunião do Colégio amanhã.
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Aniversário de Chicó, veio passar o dia comigo. Fomos ver Caçadores de Dragão e depois passamos pelo indefectível rodízio de pizza da Parmê. Sete anos e o menino vai começando a dar seus próprios passos.
As vezes, me surpreende com frases elaboradas, saidas não sei de onde.
Há sete anos, nasceu prematuro e quase não vinga. Depois que firmou, não parou de crescer mais.
Posso ver neles alguns defeitos que vi em mim, muito tempo depois. Não dá pra corrigir agora.
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O matemático Tristão informa que o Fluminense tem 72% de chances de ser rebaixado. Bem flamenguista esse tal Tristão!

Dona Insônia

Dona Insônia veio bater na minha porta essa noite. Um bom teste para segunda-feira. Estava distante de mim há tempos. Briguei com ela a vida toda e só depois de algum tempo de terapia, ela começou a fazer as pazes comigo e se foi. Mas acho que nunca se vai de vez.

Essa noite ela voltou. Um bom teste pra segunda-feira. Costumo dar voltas no mesmo assunto quando durmo mal. E as crises de ausência vêm mais amiúde. De resto, sou o mesmo.

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Em menino, gozava de um espaço infinito na cidade pequena, moldada para meninos brincarem de bola de gude, pique, queimado e de vez em quando, ver um episódio do Nacional Kid. Quando vim prá cá, tive um choque ao perceber que meu espaço se reduzia aos metros quadrados do meu apartamento. Logo aqui, onde o espaço é tão grande e o mar é quase em frente. Hoje é aniversário de Chicó. Criado na lama das ruas, acostumado a andar de bicicleta livremente, fico pensando em quando vier prá cá.

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Ontem testei meu humor naquele Fluminense e Botafogo. O jogo corria e eu fingia ignorá-lo, arrumando livros, comendo chocolate, andando pela casa. Dentro de mim morava o mesmo torcedor desapontado, triste, impotente. O gol de empate no finzinho corroborou tudo isso: vibrei feito criança. Futebol é uma doença da alma e a gravidade pode ser maior ainda quando se torce por um time como o Fluminense. Mais uma filosofia de botequim e eu desisto do blog por hoje!

sábado, 27 de setembro de 2008

Jessier Quirino

Conheci Jessier quando Marila e Mário foram ao Recife e trouxeram Bandeira Nordestina pra mim. Antes, já havia Paisagem do Interior no disco do Maciel (Retinas) e o belíssimo Bolero de Isabel com Eugênio Avelino. Fiquei muito impressionado com a simplicidade e a beleza crua da sua poesia. Corri atrás de comprar a obra completa, indicado pelo próprio Jessier numa editora da zona norte aqui do Rio.
Gosto muito da poesia declamada. Consigo chegar mais perto dela quando a ouço mais do que quando a leio. E o matuto paraibano Jessier Quirino, além de brilhante poeta, é um ótimo declamador. Escolhi para degustação dos meus quatro leitores, Maria Pano de Chão, uma das que mais gosto. Não deixe de ouvir, basta apertar o play aí do lado.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Queime depois de ler


Ainda sob o impacto de Queime depois de ler e de John Malkovich e Frances McDormand em atuações magistrais, de deixar de boca aberta qualquer cinéfilo. Impossível não escrever qualquer coisa. O filme é de dar vontade de ir ao cinema mais vezes só pra ver de novo. Pena que só vá estrear no Brasil em 28 de novembro.
Nunca imaginei que os Irmãos Cohen tivessem tanto público. A fila do Odeon dava esses na Mahatma Gandhi, parecendo procissão. Vi uma fila metade dessas no cinema Icaraí há muitos anos na estréia de Dança com Lobos.

Dança com lobos. Entrei lá pela metade da fila, tive que sentar na frente e torcer o pescoço, mas valeu cada milímetro de esforço da minha cervical.
Tudo parecia combinar. Malkovich e os Cohens era tiro certo e não deu outra. Não importa muito o enredo (brilhante) nem mesmo a presença de George Clooney, Brad Pitt e companhia (ótimos). O mais importante é sair do cinema apatetado de feliz com o que viu. Cinema prá mim é aquilo. Amanhã eu colo o ingresso, que esse também vale um João Gilberto.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Para vivir

Muchas veces te dije que antes de hacerlo
había que pensarlo muy bien,
Que a esta unión de nosotros
le hacia falta carne y deseo también,

Que no bastaba que me entendieras
y que murieras por mí,
Que no bastaba que en mi fracaso
yo me refugiara en ti,

Y ahora ya ves lo que pasó
al fin nació, al pasar de los años,
el tremendo cansancio que provoco ya en ti,
Y aunque es penoso lo tienes que decir.

Por mi parte esperaba
que un día el tiempo se hiciera cargo del fin,
si así no hubiera sido
yo habría seguido jugando a hacerte feliz,

Y aunque el llanto es amargo piensa en los años
que tienes para vivir,
que mi dolor no es menos y lo peor
es que ya no puedo sentir,

Y ahora tratar de conquistar
con vano afán ese tiempo perdido
que nos deja vencidos sin poder conocer
eso que llaman amor para vivir.
Para vivir...

Pablo Milanes

Por obra e graça de Camila, você agora pode ouvir música nesse blog. É só clicar o play aí do lado

Ronda

Alguma coisa mudou nesses últimos três ou quatro dias. Ou nada mudou. O fato é que meus abismos voltam aqui e acolá e não são dias de paz.

Um irmão operado em Itaperuna depois de uma decisão corajosa de mutilar o estômago desaconselhada por mim, inclusive no blog. Que fazer? É meu irmão, o coração aperta do mesmo jeito.

A impossibilidade de passar o aniversário de Chicó com ele por conta de compromissos e compromissos.
Provas pra corrigir, aulas pra preparar e eu nem sou professor. Você vai aceitando uma coisa aqui, outra ali e quando vê, já ocupou o tempo todo com trabalho de forma a estar sempre com dívida.

E uma saudade doída de Luisa, achei ela meio triste no telefone, carente de mim e eu muito dela. Vontade de pegar aquela pequena e sair por aí como fizemos eu, ela e Laura há dois anos atrás.

E um cansaço de pedra fazendo ronda.

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...