domingo, 30 de novembro de 2008

Amar e escrever à máquina

Passei o domingo dedicando-me às oito estações de Gidom Kremer. Uma maravilha o que o letão faz com Vivaldi e Piazzolla.
Andei meio irritado de manhã, perto de ter um ataque de pelanca. Detesto quando estou assim. Fico fragilizado, brigo com todo Mundo, não dou conta de mim. Trata-se de uma inevitável confusão mental movida não sei porque. Leticia consegue perceber isso a 300 km de distância ao telefone (desculpe, Nélis). Meu terapeuta já disse que a irritabilidade é um sintoma clássico da depressão. Vai ver que é porque eu me afoguei na cerveja ontem lá no Alexandre , ou isso ou aquilo que me irritou de manhã, não sei, ou porque eu já esteja pensando nas duas próximas semanas de trabalho duro que vêm por aí. Nesse domingo miracemense, só Luisa o tempo todo comigo. Tento poupá-la dos meus arroubos.
Ontem consegui fazer de tudo um pouco, inclusive trabalhar e antecipar alguns compromissos. Tento fugir das apresentações robotizadas cheias de tela, mas elas têm uma grande importância para minhas crises de ausência. Além disso, os resultados costumam ficar mais bonitos quando bem apresentados.
Resultado mesmo é aquele que você pode tocar. Que cresce aos olhos quando você comenta, que dá orgulho de ser parte. Tem sido assim com as evidências, as consultorias, com minha equipe de trabalho. Não há muita dificuldade em falar sobre isso.
No mais, tudo é menor.

sábado, 29 de novembro de 2008

New malemolência

Martinália é a própria encarnação da new malemolência em seu novo disco, Madrugada. Vim ouvindo ontem e não consigo tirá-lo mais. Produzido e bem arranjado por Celso Fonseca, o disco está muito bem recomendado. Destaques para Batendo a porta, clássico de João Nogueira e Paulo César Pinheiro e Sem dizer adeus, de Moska. Martinália brinca até com Don`t worry, be happy e não desaponta.
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Estou em Miracema com minhas filhas, hoje passamos um dia muito tranquilo.
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A internet aqui é movida a mula. Já comentei isso, mas vale repetir. Nem dá vontade de abrir o computador. Nem imagino como é que o Alexandre BB consegue comprar tanta coisa pela rede.
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Ontem vim do Rio tarde/noite chuvoso lamacento depois de "ministrar" aulas na Barra. Adoro o termo ministrar! É ao mesmo tempo pedante e insosso.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Acho bom juntar a fome com a vontade de comer

Hoje é aniversário de Luisa, minha vida. Precisa dizer mais alguma coisa? Obrigado por existir.
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Ontem aconteceu uma coisa que só acontece com Francisco José. Cheguei em casa e não consegui abrir minha própria porta. Não, eu não esqueci a chave. A porta é que não abria mesmo. O chaveiro do bairro (sorte do Ingá ter um chaveiro noturno!) levou duas horas para abrir a porta. Quando entrei, fiquei emocionado ao ver que tudo estava no seu lugar. Inclusive a desordem reinante.
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Hoje fui à Feira de Agricultura Familiar na Marina da Glória. Fui para ver Bule Bule, um de nossos melhores repentistas e forrozeiros. Apesar da anasarca, Bule Bule continua em plena forma. Pena não ter cantado o hit A fome com a vontade de comer. Saí de lá extasiado com seu pandeiro e voz afinadíssimos e as sambadeiras que vieram com ele.
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Mas nem só de Bule Bule, esteve a Feira. Um achado! Mil barracas de comestíveis e artesanato brasileiro de fazer a alegria de qualquer curioso. Comprei geléia de caju, cupuaçu, cagaita, granola de licuri, um monte de doce da melhor qualidade.
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Na volta, o taxista fez questão de colocar Ana Carolina pra estragar meu ouvido satisfeito. Como estragar uma canção tão bonita como Beatriz? Um fiasco!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Receita de ontem

Ontem cheguei aqui disposto e com vontade de escrever, mas o blogger não entrava de jeito nenhum e acabei meio frustrado.
Receita de ontem:
1 - Uma reunião agitada o dia inteiro, com bons resultados ao final;
2 - Almoço na Rosário para 36 famintos;
3 - Uma longa conversa com Leticia, há muito que não conversávamos tanto;
4 - Aniversário do Mário, o afeto que tenho por ele dispensa textos, mas bem que eu podia ter escrito um;
5 - Uma profusão de estudos espalhados sobre a minha mesa sobre dotrecogina alfa. Quanto mais cavo, mais o buraco fica fundo, melhor fica a pesquisa.
6 - Muita dor na minha fascite plantar, essa calcanheira já não está dando muito jeito não, professor.
7 - O último capítulo de Alice no fim da noite.

Recebi, com entusiasmo, a última coletânea de crônicas de Nelson Rodrigues, da Agir: O reacionário. Vale cada centavo!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Até ficar com dó de mim

Ontem de manhã esqueci do excitante, de noite esqueci do calmante, só lembrei quando acordei às duas e aí já era tarde.
Nada disso, nem a chuva, nem um certo mau humor atrapalhou a minha incursão triunfante pela segunda-feira. Sou definitivamente, um homem de segundas.
O trabalho flui como um licor, a comida ruim do Trapiche tem lá os seus predicados, Sandra Carreirinha, o Professor, Longarino, Ronaldo, as flores novas e provisórias da nossa sala (faltou você, é claro!), tudo parece conspirar bem.
Se fosse fazer o meu time sheet de hoje, ia ser um texto longo. As coisas breves renderam maravilhosamente.
Quando entendemos o efêmero da vida, passamos a viver melhor. Hoje estou como Luis Tatit quando escreveu a canção Felicidade. Ser feliz assim é até meio chato.

domingo, 23 de novembro de 2008

Acerto de contas

Duas coisas marcaram o sábado, além das crianças: uma crônica de Camila sobre a amizade e o filme O Caçador de Pipas.
Em geral, evito best sellers. O tempo é muito curto para eles. O Caçador foi um dos poucos que li nos últimos anos.
O filme procura ser fiel ao livro.
O que mais deixa o leitor(ou o espectador) pensativo é a amizade entre os dois meninos, vista pelos olhos do autor, que procura exorcizar o tempo todo, os males que possivelmente tenha causado à relação, como se o livro fosse um acerto de contas com o passado.
Nas entrelinhas do filme ou na crônica em duas partes de Camila, é possível entender que também a amizade é um processo sofrido e até danoso.
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Gosto de viajar domingo de manhã, chegar aqui em Niterói e ter tempo de arrumar as coisas. Esquentar as turbinas pra segunda. Perco um almoço familiar, mas consigo me organizar melhor.

sábado, 22 de novembro de 2008

Vidinha besta

Está virando rotina isso de ir sexta feira com as crianças e os amigos, ao pé sujo mais concorrido de Miracema: o Sebastião Bunda de Fora. São boas as conversas, boa a carne e é o único lugar onde se pode beber uma Original super gelada em Miracema. Ontem ficou chuviscando na nossa conversa. Quem se importa?
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Com isso, adiei um pouco a conclusão dos estudos sobre sepse grave que estou trabalhando. Numa primeira avaliação, está claro para mim que, mesmo em bases "confiáveis", pode se colocar o interesse acima da evidência. Gente muito conceituada faz isso.
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Vi um filme de terror com Liv Tyler ontem: Os estranhos. Evite!
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E por aí vai. Chicó me deu um dente de presente, Laura passou o dia ensaiando, a internet daqui continua muito lenta, etc, etc, etc...

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...