quarta-feira, 31 de março de 2010

Perdido na santa páscoa

Já vou adiantando meus votos de feliz páscoa aos meus amados leitores porque não sei o que vai ser daqui pra frente até domingo. Essa frase está carregada de planejamento e dúvida, mas também de uma sincera sensação de vazio.
Tentei insistentemente um contrato com a vélox para ter acesso à rede em Miracema, mas a moça me informou que não há disponibilidade de rede para a minha linha. Ora, toda vez que eu ligo o computador aparece um monte de rede detectada, o que me faz supor que todos os meus vizinhos possuem vélox. Porque diabos eu fui premiado com uma linha inacessível? A outra opção é o claro 3G, mas aquilo é brincadeira. Quer dizer que nem monólogo nem diálogo.
Além disso, ir a Miracema está muito confuso. Antes era pra ver meus filhos e outras missões. Agora com Laura aqui e Luisa na fase pré-pós-tudo-bossa-band, a ida e a volta quase perderam o sentido Aos poucos, foram se tornando cansativas e enfadonhas e já não sei se vale o sacrifício de ir em duas semanas contíguas.
No script original, eu tinha conseguido uma folga amanhã e estava disposto a ir cedo pra lá. Mas agora essa possibilidade de sol/chuva mudou o plano da Laura de ir com a mãe para o Arraial e eu não respondo mais por mim para sair do Rio.
Resta-me desejar feliz páscoa aos meus 3 ou 4 leitores, seja lá o que isso for!

domingo, 28 de março de 2010

Todos estão mortos IV

Nada pode ser mais patético do que essa derrota do Fluminense para o Vasco. O time não funciona. Alan perdeu gols que qualquer Francisco (pai ou filho) faria, a zaga estava confusa (cadê o Dalton?) e no meio, só Conca funcionava. Está ruim e não sei se melhora com Fred, que tem exercido bem a função de líder, mas fazer gol que é bom, nem tanto! Final de domingo e o Fluminense se incumbe de salvar o Dodô!! É brincadeira!!
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Pra completar a noite dominicana, vi um filme que prometia, mas só ficou na promessa: Passageiros. Dirigido por Rodrigo "In treatment" Garcia, estrelado por Anne "O casamento de Rachel" Hathaway, o filme é uma mistura de Ghost com O sexto sentido e Um espírito baixou em mim. Não faria feio se chamassse Todos estão mortos IV. Muito ruim! Diane Westt é a única que se salva, mas parece continuar no filme, o papel da psicanalista de In treatment.
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De resto, viagem, compras na Sendas com Laura, renovação do estoque de wafers. almoço na Serra do capim. Vamos indo!

sábado, 27 de março de 2010

Miracema

Fiquei mais leve depois que a S10 feridou o asfalto da Serra do Capim e a viagem seguiu mais tranquila. Três finais de semana consecutivos sem vir a Miracema, precisava chegar aqui, rever os amigos e Luisa. E Chicó hoje cedo. E S. desde ontem à noite. Depois de uma ou duas originais e um bom bife no Bunda de Fora, já podia até achar que relaxar é possível.
Esses tempos quentes em Niterói e Rio têm sido difíceis. Dias intensos de trabalho e calor. No final da quarta, cheguei pra Sandra Careirinha e disse que aquele era o primeiro em muitos dias que eu ia pra casa com uma leve sensação da missão cumprida. Tenho saído da empresa devendo trabalho e aceito desafios que sei, vai ser difícil chegar. Mas sempre achei que não se deve reclamar de trabalho quando se tem.
Viajamos eu, Laura e três de seus colegas bailarinos que moram em Pádua. Vim ouvindo meus fados, baiões, Xangô e Chavela, ninguém reclamou. Os meninos parecem já ter sensibilidade para reconhecer boas canções.
Miracema já não tem os arroubos do menino que caminhava pelas ruas atento ao movimento noturno, mas ainda me falta muito.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Destroçando Cole Porter


Déo Rian interpreta Roberto Carlos, Count Basie encontra os Beatles, houve um tempo em que grandes músicos podiam passear por obras mais populares sem qualquer pudor ou necessidade de fazer um trabalho comercialmente interessante, mesmo com essas capas esquisitas. Hoje é mais difícil. Ninguém espera por um Hamilton de Holanda toca Roberto ou um os Cohen tocam os Beatles. Esse tipo de comemoração ficou aviltada por exploradores caça-níqueis, que querem apresentar não uma revisão da obra do artista, mas uma forma de ganhar dinheiro chafurdando canções alheias. Isso explica o fato de Rod Stewart só ter passado a ser um campeão de vendas depois que debulhou em 4 cds, os standarts do cancioneiro americano. E pode explicar também o aparecimento de tenores e barítonos, como Michel Bublê, que vendem milhões de discos destroçando Gershwinn ou enterrando Cole Porter.
Os tempos são outros. Já não existem mais bobos. Todo Mundo quer ganhar o seu na ponta. E se ganhar o seu significa explorar perniciosamente a obra do outro, pouco importa. Há muitos espertos esperando ávidos para escutar!
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Cheguei em casa, abri o chuveiro e deixei a água fria escorrer sem pressa. Enquanto isso, fiquei remoendo o dia inteiro.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Últimas sessões de cinema



The hurt locker (quem foi o gênio que traduziu para Guerra ao Terror???) teve um único benefício ao ganhar o Oscar: derrotar Avatar. Isso o Xexéo já tinha escrito, a coisa do David e Golias. Não que seja um filme ruim. Guerra ao Terror é um bom filme de guerra. Mas passa longe de concorrer com Um homem sério ou Bastardos Inglórios.
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S. veio passar o fim de semana comigo e fomos ver o novo Scorcese, A Ilha do Medo, baseado no livro de Dennis Lehane, Paciente 67. Achei confuso em alguns momentos, mas não deixa de ser perturbador. Voltamos pra casa e tivemos que assistir Surpresas do coração, para aliviar os impulsos perturbados. Surpresas... é mais um dessas centenas de filmes romantiquinhos bestas que atendem a uma única fórmula: casal passa o filme todo brigando pra no final descobrir que foram feitos um para o outro. Mas é, por assim dizer, bonitinho.
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Também vi o fraco Jogo entre ladrões, cujo único ponto positivo foi a estonteante Radha Mitchell. A australiana só trabalha em filmes ruins, mas sua presença faz sempre muito bem aos olhos do espectador.

terça-feira, 23 de março de 2010

Essa canção é só pra dizer e diz.


Eu gosto de sair apagando as luzes que você deixou acesas só pelo prazer de saber da sua presença. Ultimamente, nada tem me dado mais gosto do que atravessar nossos silêncios. Silêncio de pai e filha. Silêncio calmo, que não precisa de conversa. O ambiente musical do silêncio.
Quando você veio, tive medo. Hoje sei que estar com você todo dia é o que estava faltando e eu não percebia. É fácil conviver com alguém que se parece tanto.
Ainda tenho medo. Morro de medo quando você demora. Quando você tem que ir. Meço as palavras pra não machucar você quando, raramente, nego alguma coisa. Não aprendi a negar, faltou-me o ensino.
Levo uma vida atribulada, suo exageradamente por todos os poros, vivo clamando por dias mais mansos. o tempo tem sido curto pra nós dois. Ainda assim, uma enorme quantidade de afeto mútuo e silencioso não permite que nos afastemos . É muito bom saber que você dorme serena no quarto ao lado, bom saber que vamos acordar juntos, bom saber que tem alguém na casa que não tem preguiça de fazer café.
Já até me acostumei com suas invencionices zis, seus esquecimentos, comer ração humana, passar lixa na verruga, esquecer a porta aberta, o gás ligado. Não importa, eu fecho a porta, desligo o gás, tudo isso só me faz lembrar que você está por aqui, nalgum canto da casa, provavelmente onde meu coração bate mais feliz. .

segunda-feira, 22 de março de 2010

A voz do morto 2 ou 3

Esse Fluminense que jogou contra o fraquíssimo Resende e quase deixou a peteca cair, não tem condições de aspirar a nada. Até o gol do Resende, no meio do segundo tempo, Rafael não tinha visto a bola. Bem, no gol ele também não viu, deixou passar um frango bem temperado. O time precisa recuperar 1/3 da fibra que teve quando evitou o rebaixamento. Acredito que seja o que está faltando. Nessa altura do campeonato, não se deve mexer em nada, muito menos no Cuca, que merece toda a paciência.
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Voltou o calor infernal do Centro do Rio, hoje foi um dia intenso. Pra completar, apareceu mais um acervo de clássicos e jazz de primeiríssima grandeza lá no Cláudio. Tive que garimpar muito pra não estourar o orçamento. Mas, enfim, o acervo era tudo de bom.
O Cláudio deve ter arrematado aquilo por uma miséria. Mais uma vez senti um arrepio na espinha.
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Tenho testado minha capacidade de responder a determinadas provocações sem grandes exaltações, mas às vezes me escapa o verbo. Que fazer? Nem 3 anos de terapia deram jeito nesse velho imediatismo. Depois acabo me arrependendo. Não da resposta dada, mas da forma como foi feita.
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Do acervo do Cláudio (quer dizer do morto), saquei o precioso Guiomar Novaes interpreta Chopin. Nos ultimos tempos, dificilmente trabalho ouvindo música. Hoje não teve jeito.

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...