terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Alô Fevereiro

A familia costuma aniversariar no segundo semestre, à exceção de alguns desgarrados que resolveram vir ao Mundo nesse mês de carnaval e poucos dias: Gisele (9), Alexandre (12), Diô (12) e Jadim (14). Cada um a sua maneira, merece muitas palavras de afeto e consideração desse blog. Minha vida seria mais vazia sem o quarteto.
Alexandre conheço desde o jardim da infância até o último fim de semana no Sebastião Bunda de Fora. Desde as projeções do Cine XV até o último plantão no CTI da Casa de Saúde. Gosta de doces e costuma fazer aniversário no meio da semana pra não ter que pagar a janta aos amigos.
Quase teve um orgasmo quando começou a namorar a Gisele e descobriu que seu aniversário é dois dias depois do ele. É a mulher ideal! Dois aniversários igual a uma comemoração! Estão juntos há mais de 20 anos. Gisele aguenta o tranco. É da raça das mulheres de fibra. Além de amiga, nas horas vagas trata dos meus pobres dentes.
E o que falar da Diô? Está comigo há 47 anos, desde que nasci. E ainda faz a melhor polenta do Brasil! Diô cuida com muito cuidado e atenção de dois decrépitos: eu e a Dona Isaura, mãe dela.
Do Jadim, já falei muito da nossa irmandade, dos nossos gostos comuns e da consideração que temos um pelo outro.
É isso!
Parabéns e obrigado aos quatro!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Trivial variado

Acaba de ser lançada uma coletânea de entrevistas do Pasquim, organizada por Tárik de Souza, chamada O Som do Pasquim. Aproveite para rir bastante. Pérolas "finíssimas" de Agnaldo Timóteo ( "A natureza já fez a mulher mais burra do que o homem!") e Waldick Soriano ("Nenhuma esposa deve pensar que o marido fora de casa vai ser fiel a ela, entende?).
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Vim rindo na Cantareira disso tudo. Só rindo mesmo com os atrasos cada vez mais constantes da cantareira e a super lotação. É melhor levar no riso. Hoje deu até tumulto. Um sujeito queria entrar pela janela! Foi ovacionado pela platéia.
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Achei uma edição nova das obras completas de Baudelaire por 160 beringelas. Ótimo investimento!
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Esqueci minha calcanheira de silicone em Miracema. Não sei se compro outra ou expio meus pecados, sentindo dor no pé.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Alone again

Depois de três semanas quase o tempo todo com meus filhos, retorno à solidão do pardieiro no Ingá e aos indefectíveis biscoito wafer de limão. Já ia me acostumando a determinadas regalias, como as ótimas conversas a dois ou em conjunto, revisão de filmes clássicos da minha vida, jantar de vez em quando. Pequenas coisas que mudam a sua rotina, mas que devem ter um peso importante, pois deixam essa saudade doída enquanto escrevo. Uma saudade que se instaura logo depois da partida e toma conta do todo. Lembrar dos detalhes dos nossos entendimentos, do gosto que as meninas têm tomado pelas canções do mesmo jeito que me encantam desde sempre, da polenta da Diô, e por aí vai.
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Não telefonei pra nenhum deles no meu retorno. Acho telefone uma merda! Não tenho outro termo para definir essa conversa que só serve se for necessária.
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O calor de Niterói está de morte. Não há ar condicionado que dê jeito nessas paredes. Perco tempo vendo mais um empate do Fluminense. Estou à cata dos maestros do café na rede. Achei alguns. Poucas músicas têm me deixado tão embasbacado quanto o tango.
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No intervalo das conversas, vi Um crime Americano, Elen "Juno" Page em todas. Dez como reconstituição, Zero como entretenimento.
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Alone again está aí no play. Aproveite para ouvir a versão enxuta do Tok Tok Tok.

A fila dos que têm plano

É vexatória a situação das emergências na cidade do Rio de Janeiro. O sujeito pode levar 3 horas para ser atendido numa emergência. E não, não estamos falando de saúde pública. Estamos falando de atendimentos muito bem pagos pelas operadoras. Pelo menos, pela minha operadora, que sofre ainda da discriminação de não ter hospital próprio, tendo que utilizar da rede cada vez mais apertada e verticalizada. Sofremos essa angústia no nosso dia a dia da empresa. Mas hoje, o jornal O Globo estampou na capa a manchete do dia: "Planos de saúde lotam as emergências do Rio". Na página 14, uma manchete não menos tenebrosa que a da capa: "A fila dos que têm plano". A matéria dá conta das filas e filas de espera, principalmente nas emergências da zona sul, onde a situação é ainda mais crítica, mas não aponta soluções. Enquanto isso, o bem maior das operadoras e dos prestadores de serviços, que são os clientes, continuam na fila de espera.
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Por falar em vexatória, o Globo também dedica duas páginas à decadênciado ensino médico nesse país. Dá medo só de ler.
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O terceiro vexame do Globo de hoje é a situação do Fluminense no Campeonato Carioca. Em sexto lugar, atrás do Vasco e dos modestíssimos Americano, Madureira e Tigres, o time vai afundando no campeonato.
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Ontem fomos (eu, Laura e Luisa) à Fazenda Santa Rita assistir o regional do Moreira. É o povo que toca comigo em Odete Lima, comandado pelo bandolim do Moreira. Estão muito amadurecidos e dedicaram-nos um belo Chorando Baixinho. Há muito tempo que não volto pra casa à uma da manhã, satisfeito da vida!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Jornal de hoje

Três coisas chamaram-me a atenção no segundo caderno do Globo desse sábado e divido com minhas amáveis leitoras:
1) A morte do crítico de cinema Moniz Vianna resenhada por outro crítico, Ely Azeredo, é prá ser lida e relida. E aprendida. Moniz morreu aos 84 no sábado passado, mas já havia deixado a crítica cinematográfica há 35 anos. Era estudante de medicina e tinha 21 anos quando começou seu trabalho no jornal Correio, um dos mais importantes da década de 40. Revolucionou cinema e crítica, deu vez às produções independentes no pós guerra que não tinham espaço no cinema, foi um dos responsáveis pela criação da Embrafilme. Recusou-se a reconhecer o cinema novo, mas hoje tem seu papel reconhecido e exaltado por Jabor e Diegues. Linda crônica, fiquei com saudade do cara sem nunca tê-lo conhecido.
2) Paradoxalmente, Patrícia Kogut, colunista de fofocas do segundo caderno, exerce sua função crítica dando nota zero para True Blood. Sinceramente, Patrícia, você deveria se restringir ao seu ritual fofoqueiro, que em nada contribui, mas também não atrapalha. True blood tem bom roteiro, ótima história e Ana Paquin está deliciosa, além de fazer um ótimo trabalho.
3) Finalmente, há de se ressaltar o espaço que Joaquim Ferreira dos Santos dá a Henrique Cazes, dedicando-lhe quase uma página de seu Gente Boa ao disco de Jota Canalha, personagem criado por Henrique para homenagear o malandro de botequm e já comentado aqui. Não é toda hora que um cavaquinho tem tanto espaço num jornal!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Trio Surdina
























O obscuro e inacreditável Trio Surdina, dos anos 50, você só consegue ouvir se fizer o dowload do sítio do Zeca Louro, mas vale cada minuto de espera. Imagine um trio de acordeon, violão e violino. Agora imagine que os três são Chiquinho do Acordeon, Garoto e Fafá Lemos. É de ouvir ajoelhado. Pena que a obra do trio durou poucos discos de 78 e 45 rotações.
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Fala-se muito pouco do Trio. A indústria fonográfica está mais preocupada em relançar cantoras esquecidas da bossa nova e da jovem guarda, quando tem bons discos ainda não lançados em cd.
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Posso citar alguns, inclusive mais recentes. Um disco conceitual de Alceu Valença (Cinco sentidos), um ótimo do MPB4 (Vira virou), o segundo da Clara Sandroni (o que tem Unicórnio) e tantos outros. Nunca sairam em cd. As gravadoras preferem optar pelas coletâneas caça-níqueis e deixam pérolas finíssimas para trás.
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Enquanto isso, discute-se a volta do vinil. Tenho um grande arrependimento na vida: ter vendido mais de 2.000 discos de vinil nos anos 80. Ainda conservo minha pick-up garrard. Nem por isso saio por aí comprando vinis a preços estravagantes.
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Finalmente o inferno chegou ao centro do Rio. Um calor insuportável por dentro da roupa. Acho que vou comprar um colchonete e dormir aqui na minha salinha.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Chicó

Chicó nasceu em 2001, na mesma época em que lançaram o dvd do Auto da Compadecida. Por isso mesmo, gosto de chamá-lo assim. Ontem, quase oito anos depois, pudemos assistir ao dvd. Ele ficou espantado com as cenas do demônio, mas gostou do homônimo. Principalmente quando ele ressuscita ao toque da gaitinha de João Grilo. Aí o menino abriu um sorriso lindo de criança.
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O menino está comigo essa semana. Gosto de conversar com ele. Ele comigo. Pergunta-me sobre tudo que vê, anima-se com qualquer coisa, é uma criança muito dócil.
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Hoje fomos ao zoológico. Desnecessário dizer que minhas pernas claudicam depois de tanto subir e descer atrás de peixe, onça, urso, ou qualquer animal que habite aquele lugar.
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Quando você consegue harmonizar as coisas mais importantes na sua vida, o resto parece perder espaço e passa a ser somente o resto.

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...