Mostrando postagens com marcador filmes em 2012. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filmes em 2012. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de março de 2012

Sorri seus dentes de chumbo


Meu domingo começou com Sentidos do amor, o filme inglês em que os personagens de Ewan Mcgregor e Eva Green experimentam uma perda epidêmica e paulatina dos sentidos, um ensaio sobre a cegueira ampliado (1A).
Saí de casa meio dia pra trabalhar, comi um double cheese no Bobs e dei de cara com a porta do trabalho fechada. Peguei um táxi e fui para o Unibanco Arteplex assistir Shame, mais "solidãoélarva" impossível (2A).
Depois fui pro Odeon assistir ao documentário sobre a vida de Raul Seixas. Cresci ouvindo Gita, Krig ah!, bandolo e principalmente, Novo Aeon, os três tocaram muito na vitrolinha Philips. Foi bom voltar a ter contato com essas canções, e o filme é bastante didático (2A).
Por fim, fui ao CCBB assistir Chico César interpreta Torquato Neto. Gostei demais dele cantando (e trazendo de volta), três canções que não são de Torquato: Adeus segunda feira cinzenta (Zé Ramalho), Tudo outra vez (Belchior) e Dor Elegante (Itamar e Leminski). Além de ótimo compositor, Chico é um leitor refinado de canções alheias, De Torquato, gostei da versão triste de voz, violão e sanfona de Pra dizer Adeus.
Mas a cereja do bolo ainda estava por vir no final da noite. Assisti ao argentino Medianeras (3A), meio documentário, meio ficção, mistura Buenos Aires sem glamour, com internet e pra variar, com solidão.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Obliviantes


Preciso atualizar esse blog antes que meus três leitores me abandonem.

Antes que eu esqueça, alguns filmes que vi esse ano, além de As canções:

1) Dois coelhos - vi no Odeon antes do show do Geraldo Azevedo. Tem o ritmo acelerado dos primeiros filmes de Guy Ritchie. E tem Alessandra Negrini, estonteante como sempre. 1A
2) Precisamos falar sobre o Kevin - pra quem gosta de cinema como distração e relaxamento, fuja desse. Choca o mais incendiado dos espíritos. E tem Tilda Swinton, excepcional como a mãe do menino. 1 A.
3) O artista - é, como já se tem dito por aí, uma aula de amor ao cinema. Bons desempenhos, boa direção, é filme pra Oscar. 2A.
4) A separação - delicado, envolvente, mexendo em questões humanas doídas, o filme iraniano quase empata com As canções no quesito de melhor do ano até agora. Vi ontem, no simpático Sesc Laura Alvim. 3 A.
5) Roubo nas alturas - muito ruim. Fuja! 1 C

Livros que li:

1) Agora é que são elas, Paulo Leminski - tirado do limbo pelo editor, não chega a ser uma obra prima por tudo que Paulo escreveu e traduziu, mas é muito bom de ler.
2) Se um de nós morrer, Paulo Roberto Pires - é um livrinho pequeno, mas é tão chato que não consegui acabar. Gosto do Paulo cronista do falecido No mínimo, depois da Bravo, mas do livro, não gostei não.
3) Marenostrum, Fauzi Arap - estou lendo, tudo que o Fauzi escreveu é muito bem feito.

Semana que vem eu escrevo dos discos.

Recordações de um velho blogueiro: lembrei hoje desse texto que escrevi em 2009, e deu uma saudade danada do Mário.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Uma certeza mínima que se confirme

"Tudo que era o meu destino
Na verdade nunca me aconteceu
Pode ter acontecido
Pra alguma pessoa
Mas não era eu
Vivo assim na vida sem previsão
Todo mundo tem destino, eu não
Nunca os fatos são de fato fatais
Não confio na fortuna jamais
Puro por acaso e nada mais

Tudo que já estava escrito
No meu caso nunca se concretizou
Só talvez o aniversário
Que é na mesma data
E não se alterou
Era pra eu já ter encontrado um amor
Era pra eu já ter esquecido o anterior
Era pra eu já ter aprendido a sonhar
Era pra eu correr o mundo e voltar
Mas viagem sem destino, não dá

Quero minha sina
Quero minha sorte
Quero meu destino
Quero ter um norte
Quero ouvir uma vidente
Que me conte tudo
Só esconda a morte
Quero uma certeza mínima
Que se confirme
Que não seja trote
Por não ter o meu destino
Vivo em desatino
Como D. Quixote

Quem não tem o seu destino
Chega a noite
Pensa que tudo acabou
Se levanta muito cedo
Nunca sabe bem
Por que que levantou
Nada tem urgência para cumprir
Pode virar do outro lado e dormir
Pode ficar nessa até o entardecer
Todos os amigos vão entender
Levantar sem ter destino
Pra quê?

Ser assim tão sem destino
Me preocupa muito
Me deixa infeliz
Sempre quis o meu destino
Foi o meu destino
Que nunca me quis
Mesmo algum sucesso que ele previu
Era pra me revelar, desistiu
Acho que ele foi atrás de outro alguém
Pois destino tem destino também
E só revela aquilo que lhe convém"

Luiz Tatit


Nem bem janeiro ainda e já o filme do ano. Eduardo Coutinho fez um documentário tocante, envolvente, delicado, de uma força sentimental que só a música pode trazer. Imperdível.
..............................................................
Sei que tenho escrito pouco, alguns já reclamaram. É que, de repente, o amor veio e ocupou todos os espaços disponíveis. "O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome".
Além disso, muitas idas a São Paulo, trabalho também é o que não tem faltado. De sorte que sou pago para fazer o que gosto, então tudo flui melhor.
...............................................................
Ontem na cantareira vim ouvindo essa canção do Luiz Tatit , que uma velha amiga me disse que era minha cara. Pois bem, esclareço que a letra continua linda, mas já é passado. Pra mim, só falta a certeza mínima. Que se confirme o mais breve.

Perto do coração

 Para ler ouvindo a valsa "Perto do coração", de Nelson Ayres Amigo, ano passado nessa mesma data, estávamos passeando pelas ruas ...