quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sem você

Sem você,
O Paço perde o sentido.
É só a história do Império.
Não é a Nossa história.

Perde o sentido a dieta
A perda de peso
Caminhar pelo Morro de São Sebastião
Por você.

Sem a fala dos olhos,
Pra que falar?
Pra que ouvir?
O que dizer?

O Bar Luiz, o Café da Rosário, a Manon
Ficaram desertos sem você
Perdeu a graça
O café com leite escuro

Deixou de existir a canção
A poesia de hoje
A linha, o linho
A vontade de mandar flores.

De comprar um presente
De roubar um beijo
De ganhar um abraço
De entregar corpo e alma

Tudo ficou recortado
Tudo ficou dividido
Tudo perdeu a cor.

domingo, 15 de abril de 2012

Preparando o salto

"Não vejo nada que não tenha desabado
Nem mesmo entendo como estou de pé
Olhando um outro num espelho estilhaçado
Que reconheço mas não sei quem é

Não ouço passos de ninguém entre os escombros
Nem mesmo insetos revirando o pó
Um vento seco me arrepia, encolho os ombros
Mas na verdade estou queimando só

Depois do fogo restam só fumaça e brasas
E eu tiro as cinzas do meu peito nu
Daqui a pouco meus dois braços serão asas
E eu me levanto renascido e cru

E mesmo aquela velha sombra ressecada
Que imita tantos quanto eu fui e sou
Ficou nos cacos do espelho aprisionada
De pés cortados não vai onde eu vou

Antes de nascerem as plumas
Com minhas unhas quero me arranhar
Pra ter riscado na pele
Um mapa tosco pra poder voltar

Vou passar
Como um santo mudo
Mirando o alto
Rindo
Preparando o salto
Deixando pra trás … tudo"

Siba

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