sexta-feira, 1 de maio de 2015

Fui deitar contas à vida, fiz as quatro operações

Ha um grande cansaço de explicar o mar.
Wisnik

Oh, mar porque reclamas todas as aguas para ti.
Miguel Jorge

Acordo. 
Atrasados, vc para a academia, eu para o Santos Dumont. Mesmo assim tomo um café rápido para evitar os cafés do aeroporto e pior, o café da Gol. Tudo da certo no taxi e no embarque. Acabo, por uma manobra milimetrica e do destino, antecipando meu voo para o 1007. 
No ar, leio o jornal de hoje.
Primeiro caderno: Zuenir, Anselmo, a saida de Marta do PT, o lava jato.
Segundo caderno: a morte de Abujamra, Fred Coelho (que me da conta da despedida de Wisnik que ainda não li), que Zelia será colunista do jornal, Domingos.
Noticias do Fluminense e Fernando Calazans. Fim.
Obviamente hoje é quarta e sinto falta do Xexeo. Acho que a qualquer momento, tal qual aconteceu com Joaquim, ele vai voltar.
A unica nota que me comoveu nessa extensa leitura foi a declaracao do diretor João Fonseca sobre Abu: "Eu não sei o que falar. Perdi meu pai. Ele me inventou. Ele me deu a maior oportunidade da minha vida, me ensinou tudo que sei.". Penso rapidamente nas pessoas que me inventaram e ainda me inventam e na divida de gratidão que sempre tereicom elas. Nas que me desafiam, nas que me instigam, nos poucos amigos que ainda tenho.
No voo, é Ná quem me complementa. Ná e Wisnik. Pode ser baixado gratuitamente, mas obviamente comprarei o disco físico. É peça de colecionador.
O mais impressionante desse disco é de que ele não é feito de canções inéditas, a maioria são do século passado,escondidas num velho baú, esperando por esse momento único. Que bom poder ouvi-lo. Até esqueci dos fados. Para comparar, como diria Vinicius, na América Latina, só Jobim e Piazzola.

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