sábado, 16 de setembro de 2017

Crônicas de Motel 5


Se você anda meio em falta. precisando de um estimulante para melhorar a performance.
Se você está carente, precisando de uma alento para estimular o apetite.
Se você é do tempo dos catecismos do Zéfiro e precisa de uma mãozinha.
FUJA DE CINQUENTA TONS AINDA MAIS ESCUROS!
Da trilha sonora óbvia, dos diálogos previsíveis, das cenas de sexo anêmicas, não há nada mais broxante;

Por outro lado Toni Erdmann salvou o dia. Indicado por Luisa, é de uma delicadeza tocante. Sei que estou num dos meus muitos divisores de água e por isso mesmo esse Toni me caiu bem. Um pai professor de música tentando corrigir suas relações com a filha poderosa executiva. Já não tenho mais a idade da filha, nem cheguei à idade do pai, consigo enxergar pelos olhos dos dois. Pelos olhos diferentes dos dois que no final parecem convergir. São quase três horas de um filme  cheio de luz.

Vi ontem Neve negra no NETFLIX.  É um argentino diferente desses habituais que estamos acostumados, muito sombrio,  também abordando relações muito próximas, dessa vez de dois irmãos. Ricardo Darin mais uma vez fez a diferença.

Aos 56, já não sei se tenho mais pique para estar em um divisor. Já tive muitos. Já mudei de casa muitas vezes, larguei projetos importantes para mergulhar em outros arriscados, já passei por muitas esquinas. Alguma coisa está quebrando em  mim, sinto que o ar está rarefeito, e que é preciso encontrar um caminho diferente.

Pouco importa, ainda há canções, filmes, poesia.

E há Luisa, obviamente,  que me levou ao melhor de Tiradentes no meio da semana.

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