sábado, 31 de março de 2018

Futebol e cinema

Há um erro crasso em pensar que a vitória do Vasco sobre o Fluminense na semi final do carioca tenha sido por mérito. Foi na verdade uma casualidade muito grande encontrar aquele gol aos 50 minutos do segundo tempo. Poderia ter sido Fluminense e não haveria qualquer estranheza.
O jogo revelou no entanto uma realidade irreparável: os dois times (mais o Botafogo) brigarão ferozmente para não serem rebaixados no brasileiro. E só.
Quando o Fluminense meteu três a zero no Botafogo, tive uma falsa esperança de que Abel teria conseguido alguma coisa. O time jogou com consistência na defesa e rápido nos conta ataques.
Contra o Vasco foi o contrário. Com Julio César inseguro e a defesa fragilizada, o time não foi nem sombra do jogo anterior.
Obviamente estou fazendo essa "resenha" dois dias depois do jogo. Imediatamente após o jogo, só consegui ficar puto, angustiado e dormir mal. Chicó, de Pádua, ouviu meu grito. E eu, o dele. Na verdade, ficamos emudecidos.
O Fluminense perdeu a última possibilidade de dar alguma alegria mínima ao torcedor em 2018. 
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Vi muitos filmes esse ano. Quase todos os candidatos ao Oscar. O que mais gostei foi Três anúncios para um crime
E ontem vi Os Meyerowitz - família não se escolhe, exclusivo do netflix. Adam Slander, Ben Stiler e Dustin Hoffmann esbanjam talento na história depressiva e angustiada de um reencontro familiar. Esse para mim foi a melhor surpresa desse ano.

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