sexta-feira, 23 de maio de 2008

Harpa e voz

Fui ver Cristina Braga com as meninas no Teatro Municipal de Niterói. Exímia harpista, tem um grave defeito: canta mal. Nada que possa descolorir sua harpa.
Muito bem escoltada por Marcos Nrinchter (piano/sanfona) e Ricardo Medeiros (baixo), a moça encanta com um repertório bossa novista e alguma coisa autoral, igualmente interessante.
Fiquei com medo de levar as meninas. Quando penso em harpa, ligo logo nos anjos do céu entoando cantigas celestiais indefectíveis. Nada disso! Ela consegue tirar um som muito vibrante daquela harpa.
Um único escorregão no repertório: Disparada (Vandré) não é para ser tocada por harpa. O resto foi muito bom, inclusive uma canção belíssima que eu já tinha esquecido do Francis e do Rui Guerra (Último Canto).
A moça só peca quando canta. Errou feio na Valsinha, fez um Atrás da Porta chocho, e por aí vai.
Ainda não ouvi os discos dela (estão comprados há tempos, porém ainda no plástico). Pode ser que reveja a opinião, mas não acho que Cristina Braga deva soltar a voz.

Nenhum comentário:

Fragmentos

"Eurico Alves, poeta baiano, Salpicado de orvalho, leite cru e tenro cocô de cabrito. Sinto muito, mas não posso ir a Feira de...