segunda-feira, 5 de maio de 2008

O dia caiu sobre a cidade.

As filas quilométricas da Cantareira denunciam uma segunda feira tumultuada.
Acordei tarde, meu biodespertador não funcionou direito.
Lavar o rosto, tomar o remédio, verificar se o celular está na mochila.
Segunda-feira é o cão!
Meu Ipod não coopera. Passo. Passo mais uma. Quando chegar esse fim de Sol, a canção delirante de Caymmi (Sargaço Mar) no disco novo da Adriana Calcanhoto. Não gostei com Adriana. Melhor com Dori e muito melhor numa versão do Paulo Moura no disco Paulo Moura e Ociladocê interpretam Dorival Caymmi (procurei o intérprete, mas não há a informação no disco).
Chego atrasado pra receber um pessoal que está trabalhando com radioterapia cirúrgica aqui no Rio. Mais incorporação tecnológica. Aprendo um pouco. Anoto. Parece uma turma boa.
Vivo atormentado pela sensação de só escrever palavras inúteis. Lampejos de nadas.
Na hora do almoço, passei no Cláudio, meu fornecedor de cds. Ele me apresentou Mulheres de Holanda (parece mais um Quarteto em Cy interpreta Chico) e o cd/dvd da Rio Jazz Orquestra. Compro, não discuto.
De tarde encontrei Longarino, que estava em Buenos Aires e trouxe uns alfajores para nós. Apago todos os incêndios habituais da segunda feira e volto pra casa, encontrando nova fila quilométrica na Cantareira.

Em 1979, atravessei a Baía da Guanabara pela primeira vez sozinho de noite: fui assistir Gonzaguinha no seis e meia do Teatro João Caetano. O título desse post foi tirado de uma canção dele: Dias de Santos e Silva. O cd de Daniel Gonzaga interpretando Gonzaguinha é corretíssimo. Deviam dar mais chances pro rapaz.

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Fragmentos

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