sexta-feira, 13 de maio de 2016

Rosa em 30 minutos

Entro no computador do Hotel Ritz Lagoa da Anta em Maceió. Tenho 30 minutos para escrever esse texto. Agora já devem ser 25. Paguei 10 por esses 30.
O café da manhã tocava Djavan. A primeira, Oração ao tempo, lembrei do arranjo vocal do Magro sobre o tempo caindo. É o tempo tempo caindo caindo e a gente indo embora. É o tempo que a gente perde desvivendo, e o mínimo tempo bom. E o MPB 4 soube muito bem cantar esse tempo. Melhor ainda do que Caetano soube compor.
Pois bem, as seguintes me lembraram Rosa Passos. Preciso acelerar.
Vi Rosa Passos no Rival cantando Djavan. maravilha.
Só de ter composto Dunas já valeria a aposentadoria de Rosa. Mas ela fez também Juras e Demasiado blues. Pronto! Pode ir pra casa descansar que a obra já se consolidou.
Mas Rosa é uma intérprete delicada de um disco antológico chamado Amorosa, em que ela percorre os caminhos de João Gilberto. E tantos outros que não dá para citar um.
Mas esse cantando Djavan foi pontual na minha vida.
Era um tempo em que o amor florescia. Amava mais que tudo, só tinha olhos para o amor. Levei o amor no Rival para ver Rosa Passos.
Veio logo com um Faltando um pedaço de chorar. Aquelas canções que já tinha enjoado de ouvir com Djavan e já faziam parte de um passado distante, voltaram revigoradas, E as pérolas de Djavan passaram a ser de Rosa num notável sem cerimônia. E a química do amor, misturada com Stela e algum queijo, foram fluindo e deixando o tempo passar calmo e leve.
Tempo tempo tempo tempo.

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