quarta-feira, 21 de maio de 2008

Quatro Tons de fazer chorar

Antes tarde do que nunca, está saindo do forno, a coleção dos originais de Tom Jobim em edições descentemente remasterizadas. Ponto para a Universal e para a Warner.
Em menino, aprendi a gostar de Tom na contra-mão da bossa nova. Meu primeiro Tom foi Matita Perê. Meu primeiro hit de Tom foi Matita Perê. Letra longa do PC Pinheiro, muito a gosto de Guimarães. E Ana Luiza. Sonhei muito com o cochilo do guarda e eu penetrando no castelo, nos vales, nos rios, nas fontes de AnaLuisa.
Tom era aficcionado por Luisa. Tanto que deu nome a pelo menos três de suas canções. Claro que a Luisa do Tom teve grande influência na escolha do nome da minha Luisa. Luisa muito novinha, eu e Laura cantávamos o samba de Maria Luisa pra ela.
Outro disco que me marcou foi Terra Brasilis, de Falando de amor. O samba de uma nota só, cantado ao piano, de forma diferente de João Gilberto, belíssimo. Até hoje tenho dúvidas se gosto mais de Falando de Amor com Tom ou com Ney.
Edu e Tom, Tom e Edu é um disco clássico pra mim. Pouco valorizado pela crítica, quase furou na minha vitrolinha. A Canção do Amanhecer (de Edu) com o piano choroso de Tom é o fino. E Chovendo na Roseira, e É preciso dizer Adeus e O Canto Triste, dois gênios em plena criação.
Por fim, outro Tom que marcou minha vida foi Passarim. Amo Chansong. Quem não amaria depois de ouvi-la milhares de vezes, como eu?

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