domingo, 30 de novembro de 2008

Amar e escrever à máquina

Passei o domingo dedicando-me às oito estações de Gidom Kremer. Uma maravilha o que o letão faz com Vivaldi e Piazzolla.
Andei meio irritado de manhã, perto de ter um ataque de pelanca. Detesto quando estou assim. Fico fragilizado, brigo com todo Mundo, não dou conta de mim. Trata-se de uma inevitável confusão mental movida não sei porque. Leticia consegue perceber isso a 300 km de distância ao telefone (desculpe, Nélis). Meu terapeuta já disse que a irritabilidade é um sintoma clássico da depressão. Vai ver que é porque eu me afoguei na cerveja ontem lá no Alexandre , ou isso ou aquilo que me irritou de manhã, não sei, ou porque eu já esteja pensando nas duas próximas semanas de trabalho duro que vêm por aí. Nesse domingo miracemense, só Luisa o tempo todo comigo. Tento poupá-la dos meus arroubos.
Ontem consegui fazer de tudo um pouco, inclusive trabalhar e antecipar alguns compromissos. Tento fugir das apresentações robotizadas cheias de tela, mas elas têm uma grande importância para minhas crises de ausência. Além disso, os resultados costumam ficar mais bonitos quando bem apresentados.
Resultado mesmo é aquele que você pode tocar. Que cresce aos olhos quando você comenta, que dá orgulho de ser parte. Tem sido assim com as evidências, as consultorias, com minha equipe de trabalho. Não há muita dificuldade em falar sobre isso.
No mais, tudo é menor.

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