quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Saudade de Odete Lima


Esse frio chuvisquento miracemense deu saudade de Odete Lima. Aquilo lá anda meio abandonado desde que voltei a morar aqui nos fins de semana. Saudade daquele silêncio e dos tempos que ocupávamos o silêncio com amigos em torno da mesa farta de boa conversa e boa música. Vontade de juntar os cacos de novo e reunir o Jadim, o Moreira, o Rafael , os amigos e as canções. De ser feliz e simples como conseguíamos ser.
Odete Lima está aqui em mim desde os 17, quando meu pai fez uma casa no morro e eu passei a habitá-la. Era meu canto distante do Mundo, uma vitrolinha portátil, um violão desafinado, um punhado de amigos malucos, as primeiras namoradas sérias, tudo foi passando por mim e por Odete Lima.
Eu sei que tudo que eu sou hoje ainda mora um pouco em Odete Lima. Em Odete Lima e em mim.

Nenhum comentário:

Fragmentos

"Eurico Alves, poeta baiano, Salpicado de orvalho, leite cru e tenro cocô de cabrito. Sinto muito, mas não posso ir a Feira de...